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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Museu Guggenheim de Bilbao, na Espanha. Há mais de vinte anos, Carlos trabalha com traduções entre português, espanhol e inglês. Mas o vínculo com o euskera começou muito antes: em meados dos anos 1970, quando ainda era um “jovem sonhador”, como lembra com carinho. Ele frequentava o Centro Basco Denak Bat, perto de Buenos Aires, quando resolveu participar de uma aula experimental ministrada por um frade franciscano do Colégio Euskal Etxea de Llavallol
Ao colocar os pés em Vitória, eu soube. Sem explicação racional — apenas soube. Era como se aquele lugar me reconhecesse antes mesmo que eu o reconhecesse
Dança tradicional basca realizada na praça em frente à prefeitura de Amurrio, no País Basco. Às vezes parece difícil. Às vezes sinto que o tempo corre contra mim. Mas sigo com fé, com gratidão, com o sentimento de que há vozes que nunca nos deixam desistir. E agora, ao escrever estas linhas, sei que não foi acaso que me aproximou de Sabrina, Carlos, Jesús, Robert, Tomas, Xabi, Iñaki, Scott e tantos outros
Museu Guggenheim de Bilbao, na Espanha. O frade era falante nativo e queria testar materiais enviados do País Basco. Carlos saiu daquela aula com uma certeza ainda tímida, mas firme: havia encontrado ali algo que o chamava pelo nome. Décadas depois, o brilho que recorda esse momento ainda aparece em sua voz
Meses depois, fiz um teste genético: 72% basca. Não foi o número que me emocionou. Foi o reconhecimento do que o coração já sabia

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