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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Em “Atlanta”, os personagens também possuem falhas, mas essas não são facilmente consertadas
O afro-surrealismo, tal como o surrealismo, possui interesse em explorar pensamentos e sentimentos diretamente como saem do inconsciente. Essa maneira de fazer arte é essencial para provocar a audiência a viver e a compreender as realidades internas de pessoas com vivências diferentes da sua própria. O artista, representando sua realidade da maneira mais bruta, absurda e desconfortável possível, passa uma mensagem clara e direta para sua audiência
“Atlanta” faz um questionamento aos seus espectadores: quão estranho é o mundo quando se presta atenção à ele? Quando se presta atenção ao conceito de raça e à maneira como o mundo se modifica ao redor dele? Quando “Atlanta” analisa a cultura Afro-Americana dentro do contexto de um rapper da cidade de Atlanta, o analisa a partir de lentes surreais, explorando a Indústria Cultural, o racismo, o trabalho, o dinheiro, relacionamentos humanos, e o existencialismo inerente em tais tópicos. A série é descrita ora como uma comédia, ora como drama, suspense ou terror. “Atlanta” não se encaixa em nenhum desses rótulos porque é, de fato, uma série afro-surrealista
 Ao contrário de comédias televisivas clássicas estadunidenses, nas quais diferentes personagens, cada um com suas falhas e defeitos, superam a negatividade ao seu redor para se tornar personagens adorados pelo público, personagens que fazem a audiência querer torcer por eles
O surrealismo não significa falta de realismo; é um realismo extremo, tão real que provém diretamente do inconsciente humano. Para Frida Kahlo, pintora mexicana que foi por muitos considerada como artista surrealista, suas pinturas representavam sua própria realidade, de maneira distorcida e mística, como aparecia em seu inconsciente

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