Meer
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Muitas vezes confundimos esse chamado com ingratidão, crise existencial ou falta de ambição. E tentamos silenciá-lo. Silenciamos com trabalho excessivo. Com distrações constantes. Com consumo. Com metas que não nos dizem respeito
Se propósito fosse apenas sucesso externo, essa equação seria mais previsível do que é. Talvez o erro esteja na pergunta que aprendemos a fazer. Em vez de “o que vim fazer?”, talvez a pergunta mais honesta seja: o que vim viver?
Desde cedo somos ensinados a nos definir pelo que fazemos, pelo cargo que ocupamos, pelo papel que exercemos dentro de um sistema produtivo. Perguntamos às crianças o que elas “vão ser quando crescer”, como se existir fosse sinônimo de desempenho futuro. Pouco se fala sobre quem elas são agora
Mas quanto mais tentamos fugir, mais a pergunta retorna. Porque propósito não é algo que se escolhe como um produto. É algo que se revela quando paramos de nos trair
Mesmo quando tudo parece “certo” aos olhos dos outros, algo dentro avisa quando estamos vivendo uma vida que não nos pertence. O propósito, nesse sentido, não se impõe. Ele não grita

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