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terça-feira, 20 de janeiro de 2026
A premissa fundamental de qualquer rede social é uma só: manter a sua atenção pelo maior tempo possível. Para isso, é imperativo que o conteúdo exibido seja agradável, relevante e, acima de tudo, aquilo que você deseja consumir
No fundo, ele é, acima de tudo, um coletivo de gostos e preferências puramente humanas. Pense na famosa propaganda da "família Doriana", que nos vendia a imagem de uma família perfeita, feliz e harmoniosa, reunida em torno da mesa, comendo pão com margarina
O protagonismo, sutil e onipresente, recai sobre os algoritmos das redes sociais. Eles nos entregam um fluxo incessante de mensagens, imagens e vídeos, selecionados a dedo para capturar e reter nossa atenção. É como se um curador invisível estivesse constantemente adaptando a galeria de arte que é o nosso feed, escolhendo as obras que mais nos agradam, nos surpreendem ou nos instigam
Assim, o algoritmo se torna um espelho amplificado das nossas próprias escolhas. Se você interage mais com publicações sobre viagens, ele te mostrará mais viagens. Se seus vídeos favoritos são sobre culinária, espere um mar de receitas. Ele não inventa o que você gosta; ele apenas otimiza a entrega do que já existe e que você já demonstra interesse
Essa era uma representação do que se esperava ser o tipo ideal de comportamento, vestimenta e apresentação que significaria felicidade e sucesso. Mas e hoje? Onde estão esses modelos? Eles parecem ter se diluído em um oceano de individualidades e particularidades

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