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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Além disso, tornou-se um hábito a ser incluído nas famosas “rotinas de sucesso”, filmadas e postadas por blogueiros e blogueiras em suas redes sociais como uma atividade de descompressão no meio do cotidiano cheio de compromissos. Porém, esquecemos que essas pessoas não trabalham oito horas por dia, não pegam transporte público, não precisam faxinar a própria casa, nem acordar cedo e dormir tarde para dar conta de tarefas que nós, meros mortais, precisamos cumprir
O que muito tem se visto nesses vídeos é, principalmente, a construção de hábitos considerados saudáveis (quando não viram pura obsessão), como acordar cedo, ter um hobby e cultivar a prática de atividades físicas como a yoga – objeto desta pequena reflexão
Confesso que sou praticante de yoga já há alguns anos, desde 2020, quando no auge da pandemia minha ansiedade se preparava para transformar-se em síndrome do pânico. Encontrei na yoga, de fato, um refúgio, um momento de relaxamento, de cuidar de mim e de conhecer mais meu corpo e meus pensamentos
A indústria é esperta e sabe que despertar o desejo de ser igual a uma elite específica que pratica yoga em países ricos, o que é uma estratégia eficaz para vender justamente! E é uma pena, porque eu, como praticante há alguns anos, indico a todos a prática de alguma modalidade de yoga. Acredito que, muito mais que uma atividade física, é uma atividade de bem-estar mental, que tranquiliza a mente, nos ensina a conhecer nosso próprio corpo, nossos pensamentos, nossos limites e nossas potencialidades
Na época, porém, ainda se falava muito pouco sobre a yoga, e eu fazia apenas aulas online disponíveis no próprio Youtube, sem professores me conduzindo ou prestando atenção nas posturas. Então, também não me considerava, de fato, uma praticante — a meu ver, eu era no máximo uma curiosa, uma entusiasta

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