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segunda-feira, 22 de junho de 2026
Nestes tempos tóxicos de desregulada barbárie, é óbvio o embuste e, ainda mais óbvio, o interesse em manter castas cada vez mais pequenas no domínio de maiorias cada vez mais atávicas e seguidoras de arrazoados rocambolescos, mas luzidios da tal fama dos famosos
De formas e modos diferentes, a análise diacrônica do real tem tido forte evolução, revolução mesmo, com o salto tecnológico iniciado há dois séculos com a industrialização e, ora, acelerado pelas tecnologias da informação. E, mesmo por isso, a validade e probidade estão constantemente a ser postas em causa, nem que seja pela obsolescência acelerada que tudo transforma num ápice
Que ao menos consigamos resistir ao ímpeto hedonista e egocêntrico do individual e que se procure um maior equilíbrio social e ambiental que nos faça persistir e insistir em valores e causas mais livres, mais democráticas e sensíveis à harmonias. Que esta resistência consiga devolver esperança a tantos que esmorecem em desespero. Que, tal como a liberdade, não morra a esperança em dias e tempos diversos e mais humanos
Quem estuda estes fenômenos sabe bem como eles surgem e, desde Maquiavel até outros bem mais recentes, não nos faltam informações e análises diversas, mas, muitas vezes convergentes e acutilantes, sejam elas mais ou menos politicamente ou sociologicamente corretas ou imparciais. Daí a sua diversidade e riqueza de espectro analítico
A toxicidade de tudo isto é antiga e violenta, pois gera contínuo conflito e agressão. Mas a espécie está habituada a isto e adapta-se como sempre o fez, desde que pelo menos existem registos históricos ainda remanescentes na memória humana. A voragem temporal também não nos é estranha, por mais que não gostemos dela, principalmente os que dominam o poder

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