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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Seria também, o professor ir à escola, não para seguir o programa cego, mas para dedicar o dia à formação cívica e ao debate crítico com os alunos. Seria o profissional de saúde recusar a burocracia administrativa para se focar exclusivamente no doente
O povo, na sua infinita paciência, espera, enquanto o impacto real dessa paragem se dilui na burocracia e raramente chega aos gabinetes onde o ar condicionado nunca falha
Se o instrumento da greve não for aplicado com a dignidade e o propósito para o qual foi desenhado, então é preferível que não seja utilizado. A greve, na sua génese, é uma ferramenta de rutura, um grito de “basta” perante a injustiça e de “não vamos tolerar mais isto”. Não foi concebida para ser um mero dia de ausência, nem muito menos uma arma apontada aos nossos pares
Seria recusar turnos desumanos para valorizar o direito biológico ao sono. A greve exige criatividade e coragem, não inércia. Não é o ócio da almofada ou do passeio. Isso não é luta; são férias
Todavia, quando observamos uma convergência, quando o espectro político se une numa paralisação, é sinal de que a temática transcende a mera disputa partidária; é sinal de que há uma ferida social que exige ser repensada urgentemente

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