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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
O mundo mudou, e precisamos nos adaptar a ele. A grande questão aqui não é o que você escreve, mas como você escreve. Não basta ver com os olhos de carne, é preciso enxergar com os olhos da alma o que toca o coração, o que pulsa, o que envolve. É preciso convidar o Podcast para fazer parte da escrita, para inspirar, para dialogar, para retornar ao prazer de ser leitor. Para isso, é preciso focar em nichos específicos do público-alvo, ao invés de querer atingir todo mundo
Hoje quero refletir — e talvez até desabafar — sobre o quão desafiador tem sido permanecer escritor em um mundo que quase não lê. Um mundo onde o conteúdo precisa ser rápido, quentinho, mastigado, entregue sob demanda… e, de preferência, com trilha sonora
Também guardo viva a lembrança do meu pai: toda semana, ele levava um dos meus desenhos para o jornal local. Havia uma seção dedicada às criações infantis, e a expectativa de ver minha arte publicada era, para mim, uma mistura de sonho e descoberta. Era ali que eu percebia, ainda criança, o poder de dar forma às ideias e de compartilhá-las com o mundo
O desafio do escritor na era dos Podcasts é a competição por atenção, em um mundo com menos foco. Uma alternativa para atrair mais leitores seria o de adaptar textos literários para formatos digitais como áudios ou vídeos. Desse modo, a produção de Podcasts pode ser uma ferramenta facilitadora de produção e promoção de artigos e trabalhos literários
Do papel ao fone de ouvido, os podcasts roubaram a cena. Eles atraem curiosos, jovens adultos, multitarefas que vivem na correria, profissionais em trânsito que transformam o deslocamento em aprendizado, além dos fãs de nichos culturais cada vez mais diversos: música, esportes, saúde mental, True crime, religião, filosofia… a lista não tem fim

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