Meer
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Praia de Barrica, na província da Biscaia, que faz parte da comunidade autônoma do País Basco, no norte da Espanha. Ela ligou para um centro basco em Buenos Aires para perguntar se poderia estudar o idioma. A resposta foi simples — “venha” — e ali começou sua jornada. No início, tudo parecia um jogo linguístico, quase um entretenimento intelectual. Mas logo o estudo se transformou em algo mais profundo: um gesto de pertencimento. Uma forma de voltar para casa sem sair do lugar
Das conversas, entrevistas, encontros e memórias que fui recolhendo, percebi que aprender uma língua minoritária não é apenas um gesto intelectual — é um ato de reconexão. Um retorno ao que ficou para trás, ao que foi negado, silenciado ou esquecido. Um retorno às vozes que nos antecederam e às histórias que o tempo tentou calar
Filha de basco, carreguei meu sobrenome como um código — uma herança que eu reconhecia, mas não sabia decifrar. O convite para mergulhar nesse idioma chegou pela Euskal Etxea de São Paulo, que reuniu um pequeno grupo de iniciantes espalhados pela América do Sul e trouxe a professora Sabrina Otegui para nos conduzir por essa travessia
Praia de Barrica, na província da Biscaia, que faz parte da comunidade autônoma do País Basco, no norte da Espanha. Cada palavra aprendida tornava-se uma palavra resgatada do silêncio dos avós. Um vínculo restaurado com casas que já não existem, mas que permanecem vivas dentro de quem as recorda
Ao longo dessas páginas, entrelaço a minha trajetória às vozes de professores, estudantes, músicos, criadores digitais e sonhadores — cada um guardião de uma chama particular. São eles que mantêm viva a centelha de uma língua que insiste em não morrer

Na Rua

Pesquisar no Calendário

Subscribe
Get updates on the Meer