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sexta-feira, 17 de abril de 2026
Cada estátua apresenta traços individualizados, sugerindo uma concepção realista da representação humana e um alto grau de especialização artesanal
A monumentalidade, por sua vez, deve ser lida como linguagem histórica. Não se trata apenas de escala, mas de intenção. A historiografia do Tempo Presente, dialogando com a antropologia histórica, interpreta o mausoléu como um texto material, produzido para ser lido pelas gerações futuras
Túmulo de Qin Shi Huang Di, Xi'an, China. Localizado nas proximidades de Lishan, na atual província de Shaanxi, o mausoléu integra uma vasta necrópole imperial iniciada ainda durante o reinado do imperador, quando este tinha cerca de 13 anos
Essas figuras não eram meramente decorativas: constituíam uma força simbólica de proteção para o além, reafirmando a continuidade do poder imperial após a morte
Além disso, o túmulo insere-se no debate historiográfico sobre memória e violência estrutural. A construção do complexo funerário envolveu trabalho forçado em larga escala, evidenciando que a monumentalidade é inseparável da coerção. Autores influenciados por leituras foucaultianas observam que o mausoléu funciona como um monumento disciplinar, no qual o poder se manifesta não apenas no resultado final, mas no próprio processo de construção

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