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quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Lula segura a haste de uma grande bandeira do Brasil, que ocupa boa parte do primeiro plano, enquanto apoiadores se aglomeram atrás dele, exibindo bandeiras e acompanhando a manifestação. A composição aproxima a figura do presidente da multidão e coloca o símbolo nacional no centro da cena. Em um país marcado pela disputa política em torno dos símbolos nacionais, a imagem sugere que a representação do Brasil não pertence exclusivamente a uma corrente ideológica. A reflexão de Boaventura sobre a democracia e a pluralidade política ajuda a situar esse momento: reconstruir a convivência democrática exige reconhecer a diversidade da sociedade brasileira e impedir que o espaço público seja apropriado por projetos autoritários
Durante o pronunciamento após a vitória, Lula segura um microfone enquanto André Janones, vestido com a camisa amarela da seleção brasileira e responsável pela criação do grupo de WhatsApp "Exército do Lula" que reunião quase 11 milhões de pessoas, o abraça. Ao redor, aliados acompanham o momento com expressões de alegria e gestos de apoio; diante deles, parte de uma bandeira nacional aparece junto à tribuna. A cena registra a proximidade física e emocional entre o presidente e os integrantes de seu grupo político. Entretanto, a vitória não elimina as divisões que atravessam a sociedade brasileira. Para Boaventura de Sousa Santos, o desafio que se abre é transformar o resultado das urnas em condições para reconstruir o diálogo democrático e enfrentar as forças que procuram restringir o pluralismo político
De uma plataforma, Luiz Inácio Lula da Silva ergue o braço em saudação a uma multidão que ocupa a rua e o espaço público durante a noite. Milhares de pessoas levantam as mãos e os celulares, enquanto bandeiras e manifestações de apoio compõem a cena. A imagem traduz a dimensão popular da vitória de Lula e a capacidade de mobilização que marcou sua trajetória política. Para Boaventura de Sousa Santos, porém, a vitória eleitoral não encerra a disputa em torno do futuro do Brasil: ela recoloca no centro do debate a defesa da democracia, o enfrentamento da extrema-direita e a tarefa de transformar o apoio popular em participação política efetiva
Visto em um plano mais aberto, Lula aparece sobre uma plataforma elevada, acompanhado por aliados e cercado por uma multidão que se estende por toda a imagem. Bandeiras brasileiras e do Partido dos Trabalhadores se misturam entre os presentes, revelando a dimensão coletiva da mobilização. Mais do que a presença de um líder, a fotografia mostra a força de uma base social que se reúne em torno de um projeto político. No artigo, Boaventura de Sousa Santos trata a vitória eleitoral como parte de uma disputa mais ampla sobre os rumos do Brasil e do mundo. A questão decisiva, nessa perspectiva, é como converter a energia demonstrada nas ruas em participação democrática, inclusão social e mudanças duradouras
Lula discursa ao microfone, com uma das mãos estendida em um gesto de ênfase, enquanto aliados permanecem ao seu redor. À frente, uma bandeira brasileira cobre a parte superior da tribuna, trazendo à vista a inscrição “Ordem e Progresso”. A fotografia registra um momento de comunicação política em que a celebração da vitória se combina com a necessidade de apresentar os próximos passos. No horizonte de reflexão de Boaventura de Sousa Santos, a democracia não se esgota na escolha de representantes: depende também da capacidade de responder às desigualdades, ampliar a participação cidadã e submeter o exercício do poder ao controle público. A conquista eleitoral é, assim, um ponto de partida, não uma solução automática para os problemas do país

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