Meer
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Uma mulher medita silenciosamente à margem do rio cercada pela natureza. Há águas que correm por fora enquanto a mente continua tentando encontrar o próprio fluxo
Enredada entre fios e sombras, ela busca escapar daquilo que a imobiliza. Há nós internos que nenhuma técnica consegue desfazer sozinha
Uma mulher medita no alto da montanha enquanto o céu se dissolve entre luz, mar e cidade. Nem toda quietude visível significa silêncio por dentro. Sentada sobre a pedra, ela contempla o horizonte entre montanhas e o mar. Há respirações que atravessam paisagens inteiras sem conseguir alcançar a própria paz. Às vezes, o maior esforço da vida é simplesmente permanecer enquanto os pensamentos fazem barulho
Sentada à beira do rio, ela fecha os olhos enquanto a corrente segue seu caminho. Respirar profundamente nem sempre basta para aquietar aquilo que permanece inquieto
A mulher luta contra as teias que envolvem seu corpo e rosto. Talvez viver seja exatamente isso: respirar enquanto tentamos, pacientemente, desfazer os próprios emaranhados

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