Meer
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Talvez a doença do século seja esse pensamento: resumimo-nos a um corpo e não reconhecemos que as nossas escolhas ecoam no tecido invisível da coletividade. Esta separação edifica as bases da resistência, criam muralhas que destroem não só a imunidade do corpo, mas também danificam a esperança
Deixamos de comer o mais adequado para o nosso ritmo biológico, de descansar sem culpa, de falar o que nos incomoda e tratamos a saúde como algo que pode ser comprado em espaços que denominamos farmácia
O amor, traduzido em cuidado, foi a referência para alguém que cuidou de nós. Não um amor alusivo, um amor abstrato ou romântico, mas uma atenção genuína que garantiu a nossa sobrevivência
O medo de questionar estas premissas, o apego ao prazer imediato, o vício moderno da pressa, as máscaras sociais, as distrações anestesiantes, as auto medicações e a negação de olhar para dentro e encarar as sombras perpetuam esta consciência
A mercadoria da saúde embalada em frascos, prescrições de outrem e artigos preditos pelo consumo é o que faz sentido e não questionamos

Na Rua

Pesquisar no Calendário

Subscribe
Get updates on the Meer