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domingo, 26 de julho de 2026
Cena da montagem de Morte e Vida Severina, em que os instrumentos de trabalho utilizados no palco carregam as marcas de quem os empregou na vida real. A adaptação evidencia como literatura, teatro e realidade social podem dialogar para ampliar a força da crítica presente no texto
A escritora Clarice Lispector, uma das maiores representantes da Geração de 1945. Em seus romances e contos, os acontecimentos mais profundos nascem do cotidiano e das inquietações da consciência
Visitante observa obras de Hélio Oiticica em exposição, entre elas a emblemática "Seja marginal seja herói". Inspirada na morte de Manuel Moreira, conhecido como "Cara de Cavalo", a criação tornou-se um manifesto artístico contra a violência e a exclusão, reafirmando a capacidade da arte de desafiar convenções — movimento que também marcou a literatura brasileira a partir da Geração de 45. Ao transformar um episódio de violência em reflexão artística, Oiticica ajudou a redefinir os caminhos da arte contemporânea brasileira, em sintonia com a renovação da literatura e de outras formas de expressão
Espetáculo da Companhia Ensaio Aberto inspirado em Morte e Vida Severina. Ao incorporar ferramentas usadas por trabalhadores rurais do MST, a encenação transforma objetos cotidianos em elementos de memória, resistência e continuidade da reflexão proposta por João Cabral de Melo Neto
Clarice Lispector em retrato marcado pela expressão introspectiva. Sua obra revolucionou a literatura brasileira ao transformar a experiência interior e os limites da linguagem em centro da narrativa. A autora levou a prosa brasileira a explorar o indizível. Sua escrita mostrou que a literatura também se constrói nas perguntas que a linguagem faz a si mesma

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