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terça-feira, 12 de maio de 2026
Produções como 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick, elevaram a relação entre ciência e arte a outro patamar
O filme não apenas representou o avanço tecnológico com precisão científica, mas também explorou dilemas existenciais: o que significa ser humano em um universo governado por máquinas inteligentes? HAL 9000, o computador que desafia seus criadores, tornou-se símbolo de nossos medos diante de uma tecnologia que ultrapassa o controle humano
Com o advento do cinema, essa imaginação literária ganhou corpo, som e movimento. Desde Metrópolis (1927), de Fritz Lang, o cinema tem sido um espaço privilegiado para visualizar as promessas e os temores ligados à tecnologia. O filme apresentou uma cidade futurista em que a mecanização da vida humana gera desigualdade e alienação — uma crítica que ainda ressoa em tempos de automação e de inteligência artificial
Em Da Terra à Lua (1865), Verne antecipou a viagem espacial com detalhes técnicos surpreendentes para a época; já em A Máquina do Tempo (1895), Wells explorou as consequências sociais do progresso, alertando para desigualdades que poderiam se perpetuar no futuro. Essas obras inauguraram uma forma de pensar a ciência como campo de possibilidades e riscos — e mostraram que o imaginário pode preceder a invenção
A literatura foi, durante séculos, o primeiro espaço onde a humanidade pôde experimentar o impossível. Autores como Júlio Verne e H. G. Wells, no século XIX, transformaram a curiosidade científica em narrativa de aventura e reflexão

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