Meer
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Muito se fala sobre a importância de promover a diversidade no ambiente corporativo, mas, na prática, ela ainda é tratada como uma meta periférica, isolada do core business das empresas. A cultura organizacional, no entanto, não é moldada por discursos, mas por aquilo que é tolerado, incentivado e recompensado no dia a dia da instituição
Como analista de processos, vejo diariamente como uma assinatura mal posicionada, a ausência de um campo obrigatório ou um fluxo burocrático engessado podem gerar exclusões, atrasos ou silenciamentos. Pequenos detalhes operacionais têm grande impacto sobre a experiência dos usuários e, sobretudo, sobre os grupos mais vulneráveis
No cotidiano da análise de processos, entre pareceres técnicos, fluxos operacionais e auditorias, aprendi que a verdadeira transformação institucional não se resume ao que é visível em relatórios. Ela começa na forma como as organizações encaram suas responsabilidades — não apenas legais ou econômicas, mas sobretudo humanas, históricas e sociais
Diversidade sem processo é folclore. Diversidade com estrutura, orçamento, indicadores e metas reais é sustentabilidade
Uma organização que deseja ser diversa precisa garantir que sua base processual não perpetue desigualdades. Isso significa revisar protocolos com lentes interseccionais, ouvir pessoas usuárias e colaboradoras em sua pluralidade e transformar os bastidores em espaços de acolhimento e acesso

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