Meer
terça-feira, 28 de abril de 2026
E, quando o outro vai embora sem dizer por quê, é como se ele levasse não só o que vocês viveram, mas também o que vocês sonharam.  
É como se ele sequestrasse o futuro que vocês desenharam juntos.
Você se pega revendo conversas antigas, tentando entender onde foi que tudo começou a desandar.
“Será que foi quando eu disse aquilo?” “Será que foi quando ele começou a responder diferente?”
Não o que era no começo, quando tudo era promessas e sorrisos, mas o que é de verdade — um coração incapaz de lidar com profundidade
Há uma dor que vem do amor. E não é qualquer dor. É uma dor que atravessa o corpo, mas mora no silêncio.
A dor de quem foi deixado sem explicação. A dor de quem acorda com a ausência digital de alguém — o número bloqueado, o perfil apagado, o vazio nas notificações
A mente vira uma máquina de suposições.
E a alma, um campo de destroços. Mas, veja, a dor do amor é também uma espécie de revelação.
Quando alguém vai embora sem ouvir, sem conversar, sem olhar nos olhos, ela revela quem é
Porque o amor, o amor de verdade, exige enfrentamento.
Amar é se dispor a resolver.
É ter coragem de conversar quando seria mais fácil sumir

Na Rua

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