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sexta-feira, 15 de maio de 2026
Com a cabeça apoiada em uma das mãos e segurando a taça com a outra, sorveu mais um gole. Vinho de ótima qualidade, safra 2017. O avô havia fechado um grande negócio e lá dentro, na sala de jantar, comemorava-se em família. O rapaz gostava do clima que predominava no interior da casa, mas queria, naquele momento, apenas aproveitar a beleza da cena noturna
Apoiado na balaustrada da grande varanda da casa dos avós, com vista para as montanhas e o mar, Jean-Philippe observava a Natureza ao seu redor. Era noite de Lua cheia, no final da primavera, e o calor já havia chegado àquela parte de Terre de Sainte-Sophia. Apesar disso, as noites continuavam frescas e agradáveis, ainda mais com a brisa marítima, constante e tranquilizadora
Não havia previsão de chuva para breve, então decidiu sair de perto da balaustrada e recostar-se numa espreguiçadeira ali perto. Meio sentado e meio deitado, poderia observar as nuvens, levadas pela brisa, alternadamente cobrindo e descobrindo a Lua cheia
Estava contente com mais um trunfo familiar. Porém, tinha outras preocupações em mente, que não se resolveriam com dinheiro. Estava entre permanecer na carreira, na empresa da família, e dedicar-se mais à Arte – era um ótimo pintor, tendo inclusive participado de exposições; havia também questões do coração envolvidas: um amor do passado voltara e o rapaz, que se orgulhava de sua solteirice, sentia um forte chamado para reatar a relação, porque ainda sobrara sentimento não resolvido. Ao pensar nisso, tomou mais um gole de vinho
O céu estava nublado, mas a Lua parecia fazer uma dança com as nuvens: ora aparecia com todo o seu esplendor, ora se escondia por vários segundos até mostrar-se novamente. Embaixo, as montanhas e o mar espelhavam as luzes selênicas como um palco iluminado por holofotes intermitentes

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