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sexta-feira, 12 de junho de 2026
Infelizmente, a energia que poderia ser usada para recuperar o aprendizado é canalizada para justificar a própria estagnação. A cultura da presença chegou ao ensino superior, mas a cultura do aprendizado ainda não
O mercado sucateou as carreiras, e as carreiras estão sucateando os sonhos dos estudantes. Temos uma prensa esmagando de baixo para cima e de cima para baixo. Eu, como professor universitário, estou no meio disso — vendo o topo ruir e a base ceder
O problema está no rendimento. Apesar da presença constante, o desempenho é alarmante. Em uma sala com 40 alunos, apenas cerca de 15% realizam todas as atividades. Outros 30% fazem a maioria. Os demais — mais da metade — não produzem quase nada. Criou-se, assim, uma cultura de estar na escola, mas não de aprender
Recentemente, um aluno me disse que estava ali apenas pelo diploma. Outro afirmou que, se soubesse que a presença não seria computada, nem teria ido. Para muitos, frequentar a universidade é suficiente. Para outros, o diploma é visto como uma “bala de prata” para a carreira
Se o mercado recebe profissionais no atacado todos os anos e não consegue absorvê-los, como um estudante com uma formação inferior conseguirá competir com aquele mais bem preparado? Não falo nem da qualidade entre universidades, mas da comparação entre estudantes

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