Meer
sábado, 20 de junho de 2026
O Transtorno do Espectro Autista, por sua complexidade e variabilidade, exige abordagens pedagógicas específicas e sensíveis às particularidades de cada criança. Segundo o DSM-5 (APA, 2014), o TEA é caracterizado por déficits persistentes na comunicação social e padrões restritivos e repetitivos de comportamento. Estudos internacionais apontam que práticas baseadas em evidências, como o ensino estruturado, o uso de sistemas de comunicação alternativa e o reforço positivo, são eficazes na promoção da aprendizagem e da socialização de alunos com TEA
A inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista no ensino primário público e privado em Moçambique é um processo em construção, permeado por desafios estruturais, pedagógicos e formativos. A pesquisa revelou que, embora haja boa vontade por parte dos professores, a ausência de formação específica e de recursos adequados compromete a efetividade da inclusão
A inclusão escolar de crianças com necessidades educativas especiais, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), tem se consolidado como um dos principais desafios das políticas educacionais contemporâneas. A partir da Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994), que defende uma escola para todos, e do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 4 (ODS4), que visa assegurar educação inclusiva, equitativa e de qualidade, os sistemas educacionais têm sido convocados a rever suas práticas e estruturas para atender à diversidade
O estudo busca compreender as perspectivas e os desafios enfrentados pelos professores moçambicanos na inclusão de alunos com TEA no ensino primário público e privado, com foco nas escolas de Sinacurra e Kalimany, na cidade de Quelimane. A pesquisa parte da premissa de que a formação docente é um elemento central para a efetivação da inclusão e que as universidades desempenham papel estratégico nesse processo
As universidades moçambicanas têm um papel central na superação desses desafios, sendo responsáveis por formar profissionais preparados para lidar com a diversidade. É necessário reformular os currículos dos cursos de formação docente, incluir conteúdos sobre TEA e educação inclusiva, promover capacitações contínuas e estimular a pesquisa aplicada

Na Rua

Pesquisar no Calendário

Subscribe
Get updates on the Meer