Meer
domingo, 23 de agosto de 2026
Pessoas lado a lado consultam seus celulares, concentradas em diferentes conteúdos enquanto compartilham o mesmo ambiente. O “olho no olho” dá lugar ao “olho na tela”, e a convivência cotidiana passa a acontecer sem necessariamente produzir encontro
Um homem usa o celular enquanto permanece sentado à mesa, cercado por objetos de trabalho. A tela concentra sua atenção e traduz a presença constante da tecnologia no cotidiano, um dos fatores que o artigo associa ao distanciamento da experiência emocional. Em meio à notificações, tarefas e estímulos permanentes, a hiperconectividade pode aproximar o indivíduo do mundo digital e, paradoxalmente, afastá-lo da própria experiência
O aperto de mãos estabelece o contato entre duas pessoas, enquanto o semblante contido do homem revela outra dimensão da cena. Nem ausência completa de emoção, nem demonstração intensa de afeto: apenas a neutralidade de quem parece cumprir um gesto social. Quando até a interação humana pode se tornar automática, onde termina a cordialidade e começa a mornidão emocional? Há contato, mas pouca expressão; presença, mas uma distância difícil de nomear
Um grupo de pessoas compartilha o mesmo espaço, mas cada uma permanece concentrada em sua própria tela. A cena traduz o paradoxo de uma sociedade hiperconectada: estamos fisicamente próximos, enquanto a atenção e os afetos se deslocam para o universo digital
Um homem trabalha concentrado diante de um laptop, sentado à mesa em um ambiente de escritório. A cena traduz a rotina de produtividade contínua descrita no artigo, na qual trabalhar, produzir e entregar podem se sobrepor ao descanso e ao contato com os próprios afetos. A exigência de permanecer produtivo transforma o cotidiano em uma sequência de atividades que nem sempre deixa espaço para sentir, elaborar ou simplesmente interromper o ritmo

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