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quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Manifestantes se reúnem nas ruas em um período de forte tensão política, marcado pela recusa de setores bolsonaristas em aceitar a derrota eleitoral. Acampamentos diante de quartéis e pedidos de intervenção militar integraram a mobilização que antecedeu os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília
Pessoas vestidas com uniformes históricos utilizam smartphones durante uma reconstituição em Buenos Aires, aproximando a representação do passado dos meios digitais contemporâneos. Na Argentina, a campanha de Javier Milei em 2023 demonstrou a força de vídeos virais, memes e influenciadores na disputa política, em um ambiente marcado pela insatisfação popular com a crise econômica e pela retórica antissistema
Manifestantes se reúnem em São Paulo diante da sede da Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, para protestar contra a possível interferência das redes sociais no processo eleitoral brasileiro. A faixa central resume a reivindicação: “Não se Meta”, em um jogo de palavras que transforma o nome da companhia em uma denúncia política. Entre bandeiras, cartazes e imagens de figuras públicas, outras mensagens pedem: “Tira a mão da eleição”. A manifestação expressa a preocupação com o poder das grandes plataformas de influenciar o debate público, determinar a visibilidade de discursos e interferir na maneira como informações e opiniões circulam. Em uma sociedade na qual a disputa política também se trava por meio de algoritmos, memes e campanhas digitais, a fotografia evoca uma questão central: quem controla os mecanismos que ajudam a formar a opinião pública e até que ponto esse poder pode afetar a democracia? A fotografia corresponde ao protesto realizado em 19 de outubro de 2026, diante da sede da Meta, na Avenida Faria Lima, em São Paulo
A concentração de manifestantes em uma via pública remete à polarização política que atravessou o Brasil após as eleições de 2022. A tentativa de impedir a transferência legítima do poder culminou nos ataques de 8 de janeiro e, posteriormente, na condenação de Jair Bolsonaro por sua participação na trama golpista. O episódio permanece como um alerta sobre a vulnerabilidade das instituições democráticas diante da radicalização política
Reencenadores históricos fazem uma selfie em Buenos Aires, transformando uma representação do passado em registro compartilhável no presente. A imagem evoca a política argentina recente, na qual as redes sociais ajudaram a projetar Milei como alternativa ao sistema tradicional. A comunicação digital ampliou o alcance de sua mensagem e contribuiu para uma campanha em que a disputa por atenção e a construção de imagens públicas tiveram papel central

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