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quarta-feira, 18 de março de 2026
Pesquisas mostram como a mídia influencia profundamente nossa percepção corporal. A exposição a imagens de “corpos ideais”, muitas vezes super editadas, gera insatisfação e até sintomas depressivos, além de alimentar o ciclo das dietas restritivas. Se antes eram as revistas que ditavam esses padrões, hoje são as redes, seus filtros e algoritmos que reforçam sempre mais do mesmo
Na minha adolescência, eu tinha um corpo considerado “dentro do padrão”. Mas a real é que enquanto escrevo isso, percebo que essa frase não faz sentido: os padrões mudaram tantas vezes que preciso me corrigir
Nos anos 1990 e 2000, o culto à magreza extrema era muito presente por toda a parte. Revistas e passarelas reforçavam a ideia de que ser bonita era ser muito magra, enquanto muito pouco se falava sobre os transtornos alimentares que faziam parte da vida de tantas modelos, como bulimia e anorexia. Era comum que qualquer mudança corporal fosse recebida com críticas e acompanhada de sugestões de dietas que soam até bizarras hoje como dieta da sopa, do shake, dos pontos… O que parecia uma solução rápida escondia um problema maior: a normalização de uma relação de sofrimento com a comida e com o próprio corpo
Mas se existe algo de positivo nesse novo cenário é que também temos mais vozes que discordam disso tudo, pessoas que falam sobre aceitação, equilíbrio e prazer em comer de forma saudável sem perder a alegria da comida
Então, a verdade é que, na adolescência, eu tinha um corpo dentro dos padrões dos anos 2000. Mas eu só digo isso agora, aos 37 anos, porque na época eu também me sentia completamente insatisfeita

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