Meer
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Ao contrário da escuta passiva, onde ouvimos por ouvir — muitas vezes já formulando nossa resposta antes mesmo do outro terminar —, a escuta ativa implica estar inteiro na conversa. É uma escuta com o corpo, com o coração e com a mente
Numa reunião, alguém fala enquanto os outros checam e-mails; em casa, pais e filhos dividem o mesmo espaço, mas não o mesmo tempo de atenção
Trata-se de uma postura de presença, atenção e intenção genuína de compreender o outro. Isso envolve não apenas captar as palavras ditas, mas também estar atento aos sentimentos, gestos, tons de voz e, sobretudo, ao que não é dito. A escuta ativa exige paciência, empatia e ausência de julgamento
O ritmo frenético da vida moderna, com excesso de tarefas, pressões profissionais, redes sociais e estímulos constantes, nos afasta da escuta verdadeira. A comunicação hoje é muitas vezes instantânea, feita por mensagens curtas, emojis ou respostas automáticas
Além disso, vivemos um momento crítico do ponto de vista emocional. Transtornos como ansiedade, depressão, burnout e solidão crônica são cada vez mais comuns. E um dos fatores que agrava essa realidade é o sentimento generalizado de não ser ouvido

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