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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Com quase tudo pronto, faltava o último adorno. Com cuidado e sob o olhar do engenheiro, do diretor e de alguns curiosos que observavam afastados, a grua pousou uma estrela no topo da árvore. Dois operários experientes, elevados na caixa da grua, fixaram os últimos parafusos. Assim, aquele símbolo iria inspirar e espalhar o espírito da festividade durante as próximas semanas
Eis que chegou o dia, não o de Natal, mas o dia de acender as luzes. Preparou-se uma cerimónia que contou com a presença da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e dos demais assessores
Não só na Praça do Comércio se trabalhava afincadamente. Todas as freguesias e recantos usavam as mesmas empresas para a instalação de todo o tipo de decorações natalícias: eram mais de mil estruturas luminosas que iam ser instaladas em cerca de 50 locais; praças, ruas e avenidas. Estavam programadas para se acenderem todas no mesmo dia, à mesma hora
Depois do Natal, a passagem de ano deu-se no mesmo espaço. Vários artistas animaram a noite. Quando rebentou o fogo de artifício, o recinto encheu-se de sorrisos, de beijinhos e de abraços. No chão, acumulavam-se as rolhas, os confetti, os copos de plásticos, os chapéus de papel e muitos outros tipos de adereços que iriam ficar esquecidos no chão ou em qualquer lado. Mas não havia problema, pois era uma festa e era assim que se devia festejar
A partir do Dia de Reis, vendiam-se os últimos bolos-reis da época. As carrinhas voltavam a estacionar irregularmente na Praça do Comércio e voltavam a fazer toda a mesma rotina à medida que os operários tratavam de desmanchar a árvore e toda a iluminação da cidade

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