Meer
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Desde a chegada do cinema ao Brasil, tornou-se comum que cidades do interior tivessem uma ou duas salas de exibição. Nas grandes metrópoles, como São Paulo, onde a primeira sala fixa foi inaugurada em 1907, o cinema de rua foi um fenômeno tão marcante que surgiram verdadeiras “Cinelândias”
Até a década de 1960 viveu-se uma era de ouro, quando o cinema de rua se consolidou como o principal lazer, movimentando bairros inteiros. Ao redor das salas proliferavam cafeterias, bares, lanchonetes e até produtoras, gerando empregos e dinamizando a economia local
Muitos cinemas antigos viraram igrejas, farmácias, estacionamentos ou outros estabelecimentos comerciais; não houve, na época, uma intervenção pública consistente que permitisse sua manutenção. Hoje, o mercado de exibição no Brasil ainda enfrenta o desafio de um grande volume de obras para um número restrito de salas — muitas das quais são ocupadas por produções internacionais — e uma disputa por espaço que dificulta a circulação do cinema nacional
A Avenida São João, por muito tempo, representou o principal polo de salas da capital. No país, as salas ficavam preferencialmente nos centros urbanos, em terrenos valorizados, e atraíam grande público: não era raro encontrar cinemas com capacidade para centenas de pessoas
A partir da metade do século XX, porém, essa era começou a declinar. Em São Paulo, com a decadência econômica do centro, muitas salas fecharam ou migraram para a programação adulta; outras deslocaram-se para a Avenida Paulista

Na Rua

Pesquisar no Calendário

Subscribe
Get updates on the Meer