Meer
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Ser vulnerável é próprio do bicho homem, e por mais que se tenha instalado um contrato de super-humanos competentes mais que competentes, essa característica está presente. Dessa forma reprimida e escondida ao máximo vira gatilho seja para qualquer um dos lados da relação
O processo interno de reconectar-se consigo mesmo virou desculpa para o afastamento, a “solitude” maquia a solidão, a falta de tempo pela pressão do trabalho fundamenta a desculpa mais honrosa de funcionalidade, e o não compromisso com o outro deu lugar ao diálogo do ainda não estou pronto, não sei o que dizer ou ainda estou em construção. O que está para além disso parece emocionado em demasia
Atualmente o que se vê é a fuga, uma fuga solitária, silenciosa, angustiada, que demonstra exaustão, medo e fechamento. Uma espécie de preguiça mental causada pelo saqueamento da análise crítica, inteligência inventiva e criatividade espontânea
Ao mesmo tempo que as pessoas ainda queiram aparecer e se validar pela função nomeada ou por quanto prestam serviço de alta eficiência, mostrando-se como um personagem impecável de si mesmo, e assim distanciando-se de sua essência e incompletudes. Também querem um outro perfeito. Qualquer um outro precisa ser perfeito ao olhar preguiçoso dos encontros
Já exausto de dar vida a um personagem e retocá-lo a cada segundo, aos moldes e gosto de um falso pertencimento, é impossível ainda lidar com o mundo do outro. O encolhimento toma lugar a expansão de boas conversas e distrações, o silêncio fala de uma dor da insuficiência, o medo do cancelamento torna as pessoas fracas e coniventes

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