Meer
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Entre o oceano, as encostas e a cidade, diferentes formas de ocupação se distribuem em um espaço geográfico marcado por fortes contrastes. O crescimento urbano nem sempre aproxima seus habitantes das mesmas oportunidades, serviços e condições de acesso à cidade
Flores de um ipê-rosa se destacam diante da fachada de um edifício moderno em Belo Horizonte. A presença da vegetação entre as construções lembra que a transformação urbana não acontece sobre um espaço vazio, mas sobre uma paisagem que precisa ser integrada às novas formas de ocupação
Do alto, Brasília revela o contraste entre o desenho urbano planejado e a expansão que se estende para além de seus limites. Ao fundo, as cidades-satélite aparecem distantes do núcleo original, evidenciando como o crescimento efetivo pode assumir trajetórias diferentes daquelas previstas pelo planejamento
A aproximação do olhar evidencia a densidade da ocupação urbana junto à paisagem natural. A Pedra da Gávea e o relevo funcionam como elementos físicos que, na própria imagem, ajudam a perceber a separação entre territórios socialmente distintos
As linhas curvas do edifício contrastam com os cachos de flores cor-de-rosa que ocupam o primeiro plano. Natureza e arquitetura dividem o mesmo espaço, revelando uma das tensões presentes na construção das paisagens urbanas contemporâneas: transformar sem necessariamente apagar os elementos que já existem

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