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sábado, 21 de fevereiro de 2026
Existe uma diferença crucial entre a riqueza real e a riqueza financeirizada. A primeira é palpável, é tangível. Ela se manifesta nos recursos naturais de um país, em sua capacidade produtiva e na robustez de seu parque industrial. É a riqueza que vem da terra, das fábricas, das estradas, dos grãos e dos minérios
Já a riqueza financeirizada é, em sua essência, um número. É um valor atribuído a uma cotação na bolsa de valores, a uma posição financeira ou a um título de crédito. Ela é fluida, volátil e, muitas vezes, desconectada da produção real
A China entendeu isso. Ela fez a conta na ponta do lápis e sabe que a economia norte-americana é marcada por uma série de engodos e narrativas. O governo chinês sabe que sua sustentação política e sua capacidade de se projetar como uma superpotência global dependem diretamente da sua produção industrial
É a capacidade de transformar matéria-prima em produtos úteis e de sustentar a própria população e exportar o excedente. É o pilar que sustenta a vida cotidiana e a sobrevivência de uma nação
Pense, por exemplo, em uma empresa de tecnologia que vale bilhões de dólares, mas não produz um único bem físico. Sua riqueza está em sua propriedade intelectual, em seus algoritmos e em sua capacidade de influenciar o mercado. Mas o que aconteceria se a infraestrutura que a sustenta, a energia que a alimenta e os bens de consumo que seus funcionários usam, não existissem mais? A riqueza financeira, nesse cenário, se desintegra

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