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sexta-feira, 22 de maio de 2026
Esses autores que tiveram as suas primeiras publicações nas décadas de 1950 e 1960, tiveram as suas obras mediadas pelo racismo e pelo eurocentrismo predominantes na época. Enquanto o racismo procurava inferiorizar tudo que é africano, negro e de origem não europeia, o eurocentrismo tratava de questionar anular qualquer forma de pensar que não fosse europeia e de matriz greco-romana-cristã, para assim invalidar e apagar culturas e línguas africanas
Devo também afirmar, que a literatura de matriz africana tem um extraordinário potencial na formação de crianças negras e no desenvolvimento de uma consciência crítica e antirracista desde os primeiros anos de vida
O reconhecimento da literatura desses escritores, foi um marco histórico que rompeu com o status quo vigente de exclusão, segregação e racialização da literatura de escritores negros. A realidade de pessoas não brancas e não Ocidentais receberem reconhecimento no Ocidente, é tão nova quanto a emergência dos Estados africanos contemporâneos e independentes, e o fim das leis de segregação nos Estados Unidos e na África do Sul
Portanto, o que vemos desses autores pioneiros nessa luta, foi a perspicácia, coragem e persistência em enfrentar o mundo Ocidental que queria fazer crer que África era um deserto em todos os aspectos humanos
A escritora, professora, contadora de histórias e especialista em Educação Infantil e Educação Antirracista Bruna Cristina tem se dedicado à transformação da educação desde os primeiros anos de vida, com ênfase no lúdico e na literatura como ferramentas de valorização da identidade negra

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