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terça-feira, 26 de maio de 2026
No Rio de Janeiro, outro paciente que sofreu uma queda de sacada e teve a medula lesionada também apresentou evolução considerada relevante. Treze dias após receber a substância, ele voltou a movimentar o pé e recuperou parte da sensibilidade, o que indica reativação de vias nervosas anteriormente inativas. Os relatos são documentados e monitorados por profissionais de saúde, que avaliam força muscular, sensibilidade tátil e respostas neurológicas ao longo do tempo
A base científica da polilaminina está sendo construída há anos em ambiente universitário. A pesquisa é desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde estudos laboratoriais e testes acadêmicos indicaram potencial regenerativo da proteína em lesões recentes da medula espinhal. Esses trabalhos iniciais abriram caminho para aplicações pontuais em humanos, sempre condicionadas a decisões judiciais, já que o produto não possui registro sanitário para uso clínico regular
A polilaminina é uma proteína associada à matriz extracelular, com papel relevante na organização e na regeneração de tecidos. Pesquisas conduzidas no âmbito acadêmico indicam que ela pode favorecer a reconexão de fibras nervosas interrompidas após um trauma na medula espinhal, estrutura responsável pela transmissão de impulsos nervosos entre o cérebro e o restante do corpo. Lesões nessa região, especialmente quando classificadas como graves, costumam resultar em perda permanente de movimentos e sensibilidade abaixo do nível afetado
O acompanhamento clínico desses pacientes é realizado de forma contínua. De acordo com o neurocirurgião Bruno Alexandre Côrtes, envolvido nos atendimentos, a resposta inicial costuma ser rápida nos casos em que há efeito positivo. No paciente capixaba, por exemplo, a contração da musculatura da coxa foi observada cerca de dez dias após a aplicação. Para o especialista, esse tipo de resposta sugere que a polilaminina pode atuar como um facilitador da reorganização neural, permitindo que sinais elétricos voltem a percorrer trajetos interrompidos pela lesão
A expectativa da equipe científica é que, uma vez concluídas as etapas regulatórias, o tratamento possa ser oferecido de maneira equitativa, seguindo critérios médicos claros e acessíveis a pacientes de diferentes regiões. Atualmente, o acesso restrito cria um cenário desigual, no qual apenas quem consegue recorrer à Justiça tem a chance de se beneficiar da terapia experimental

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