Uma liderança forçada e a ignorância da vontade popular à coroação da ditadura. Nas últimas eleições autárquicas de 11 de outubro de 2023, em Moçambique, fomos brindados com a maior fraude eleitoral do século neste país, em todas as províncias até onde eram considerados os bastiões do partido no poder perderam de forma clara e expressiva. E já havia dito no artigo passado publicado a 12 de outubro de 2023, que nestas eleições autárquicas a oposição é chamada a fazer a diferença e fez, também disse que o povo já despertou e precisa de mudanças concretas, e despertou mesmo.
As graves lacunas na governação dos municípios que estão nas mãos do partido no poder e as precárias condições de saneamento, estradas esburacadas, a falta de transporte, deficiência na recolha de resíduos sólidos e a agravante das dividas ocultas assombraram a continuidade do partido no poder nestes municípios, o que levou a população a votar massivamente na oposição mostrando a clara direcção da vontade popular, e mesmo com o número de abstenções e votos nulos, ficou clara a intenção do voto para a oposição ganharam e ganharam expressivamente.
Mas o partido no poder como sempre nunca aceita a vontade popular e optou em manipular os resultados eleitoral com o recurso a métodos fraudulentos como o enchimento das urnas com votos fantasmas para se manter no poder a todo custo. Mesmo não estando a ter um bom desempenho, este comportamento e atitude vieram confirmar a ditadura opressiva com as lideranças africanas usam para se manter vitaliciamente no poder mesmo quando a vontade popular impera por mudanças. A instabilidade e a insatisfação se instalaram e isto pode resultar a curto prazo num clima de tensão e anarquia, será que o presidente saído deste sufrágio fraudulento que deu um duro golpe a vontade popular terá legitimidade de poder, as margens de aceitação são nulas e com certeza uma presidência desastrosa, é o que queremos? Com certeza que não.
Espero que não voltemos as hostilidades dum passado recente e doloroso que custou vidas inocentes por conta da arrogância e orgulho. É possível governar com os vencidos o mundo ocidental já provou isso e é algo prático, basta so acreditar e implementar, este povo não precisa mais de guerra e conflitos evitáveis. O partido no poder deve ser exemplar e mostrar a sua maturidade politica com que tanto se vangloria e aceitar os resultados eleitorais e respeitar a vontade popular e a democracia que ainda resta neste partido, o uso da força e das armas para se manter no poder e um assunto que não faz sentido em democracia.
Passam 48 anos de independência e continuamos a lutar internamente entre nos e isto é no mínimo ridículo, se esta tensão prevalecer vamos precisar de mediadores internacionais para virem nos acudir por causa da nossa ignorância e gula pelo poder, não é aceitável num país repleto de jovens continuarmos a ser governados pelas mesmas pessoas a força e contra a nossa vontade o tempo da escravatura acabou. Se não é para legitimar o poder dos eleitos, então porque gastamos tanto dinheiro que poderíamos alimentar o povo e construir algo útil para este país, e realizamos eleições para depois contrapor-se a vontade popular.
Afinal o que queremos para este país, será essa democracia universalmente aceite nos parâmetros dos direitos fundamentais do homem, ou uma democracia à moda moçambicana que se geometriza em função dos desejos pessoais de um grupo que verbera ditadura. Essas foram as pseudo-eleicoes do século XXI no país. Não há espaço para negociação possível onde vincou a vontade popular uma expressão que fazia falta a muito neste país desde a independência.
Hoje como nunca em Moçambique vive-se um clima de inferno dia pós dia por conta das eleições fraudulentas que conduziram o país ao caos generalizado. Moçambique tornou-se num país instável, devido as incertezas que pairam aqui os investidores sentem-se retraídos por tanta violência e desobediência civil que se assiste aqui as manifestações tornaram-se o prato de cada dia dos Moçambicanos. A policia por sua vez continua fazendo das suas seguindo ordens superiores tirando vidas, a morte em Moçambique tornou-se algo normal as pessoas perderam medo de tudo.
A segurança pública já era deficiente hoje ficou mais perigosa circular nas ruas moçambicanas, assaltos e agressões são perpetrados por jovens e adolescentes que vê nesses actos uma forma de ganhar a vida, pois o governo escusa-se de cumprir o seu papel de guardião da moralidade e protecção dos seus cidadãos. O trânsito ficada cada vez mais inundado por homens e jovens estranhos que cobram ou pedem valores aos automobilistas em forma de esmola e ao alto subentende-se que para que o seu veiculo não seja vandalizado você é obrigado a consentir esse pedido que parece inofensivo mas que carregada uma intimidação para a sua própria segurança.















