O que une Vivienne Westwood ao século XVIII francês? Guo Pei a uma máscara funerária do Antigo Egito? Balenciaga a um baixo-relevo assírio? Ou Alexander McQueen e a Casa Givenchy a estampas japonesas?
Arte e moda convida-nos a entrar num espaço onde a arte respira moda e a moda desperta a arte. Numa experiência sensorial, obras da Coleção Gulbenkian dialogam com figuras maiores da alta-costura e do design contemporâneo, revelando formas, símbolos e gestos que atravessam o tempo.
Partindo do profundo interesse de Calouste Sarkis Gulbenkian (1869–1955) pela arte e pela moda, a exposição inicia-se com a forma como o casal Gulbenkian acompanhou as tendências do seu tempo.
A riqueza e diversidade da Coleção Gulbenkian – com obras de arte do Antigo Egito ao século XX – permitem-nos explorar como motivos recorrentes da história da arte são retomados e reinterpretados pela moda contemporânea, em contextos nacionais e internacionais.
Pinturas, esculturas, joias e outros objetos dialogam com peças de moda que os reinventam, narram, decifram ou completam. São encontros inesperados que mostram como a estética, as ideias e as sensibilidades que habitam esta Coleção conseguem iluminar o universo da moda.
A exposição é também um convite para compreender como a beleza viaja através do tempo. Os vestidos permitem-nos ler o que os textos nem sempre dizem: hierarquias, aspirações, rituais sociais, silêncios e revelações. Da pintura clássica ao design contemporâneo, o vestuário torna-se um espelho que mostra que a arte e a moda sempre partilharam o desejo de narrar o ser humano.
Ao longo deste percurso, cerca de 100 obras do Museu Gulbenkian surgem lado a lado com aproximadamente 140 peças de vestuário assinadas por Dior, Balenciaga, Yves Saint Laurent, Versace, Jean-Paul Gaultier, Vivienne Westwood, Alexander McQueen, Guo Pei, Hubert de Givenchy e Azzedine Alaia e, no panorama nacional, por criadores como Alves/Gonçalves, José António Tenente, Maria Gambina, Miguel Vieira, Nuno Gama ou Nuno Baltazar.
















