Exposição individual de Mariana Palma na Kubikgallery Lisboa com curadoria por Luiza Teixeira de Freitas. "‘No mundo extraordinário, tudo é extraordinário.’ Wisława Szymborska Há algo profundamente paradoxal no trabalho de Mariana Palma. À primeira vista, somos confrontados por uma exuberância quase vertiginosa, flores, frutos, conchas, sementes, tecidos, organismos marinhos, superfícies marmoreadas, padrões ornamentais e explosões cromáticas acumulam-se em composições que parecem desafiar qualquer economia visual. No entanto, quanto mais observamos estas obras, mais percebemos que não estamos perante uma celebração do excesso enquanto acumulação, mas perante uma investigação delicada sobre as infinitas formas através das quais a matéria se repete e se reinventa."
A exposição revela uma natureza em constante transformação, onde elementos orgânicos e artificiais coexistem e se fundem em composições de grande intensidade visual. Através de pinturas densamente construídas, Mariana Palma explora relações entre textura, cor e padrão, criando imagens que oscilam entre o reconhecimento e a abstração. As suas obras convidam o público a observar atentamente as ligações subtis entre diferentes formas de vida e os processos de contínua metamorfose que caracterizam o mundo natural.
Com curadoria de Luiza Teixeira de Freitas, a exposição evidencia a capacidade da artista para transformar a abundância visual numa experiência contemplativa. À medida que motivos recorrentes emergem e se repetem, as pinturas evocam ciclos de crescimento, memória e renovação, propondo uma reflexão sobre a perceção e a complexidade da matéria. Em conjunto, as obras apresentam um universo em permanente reinvenção, onde cada detalhe contribui para uma visão expandida da natureza e das suas infinitas possibilidades.













