Pois, o desespero popular brasileiro transparece num raso conhecimento das matérias inatas do Comércio Exterior, diretamente ligados à política internacional, revelando talvez um possível aviso para se, quando sair do BRICs, resolver grande parte do imbróglio doméstico inclusive.
Congratulações aos irresponsáveis e um merecido aplauso ao fraco noticiário objetivo, por parcos planejamentos do progresso económico doméstico e sua profissional divulgação que, por falta de aviso não foi, têm sido alertados desde antes de 2013, pelos técnicos experienciados, principalmente no caso dos swaps daquela valorização cambial em que os resultados parecem agora, se repetirem inadvertidamente...!!! Assim, o tiro no pé anunciado, na verdade é este o dos incautos nacionais pela culatra, não do previsível líder mundial e grande importador, os EUA.
É esta a prática da Diplomacia Económica Moderna em pleno uso, quando os investimentos diretos, indiretos e todas as variações da legislação e política estratégica aduaneira, passam pela logística internacional e o Direito de Navegação, preservando o comércio mundial internacional, nas zonas de risco e pirataria, além dos artificios tarifários e das barreiras técnicas como as políticas cambiais, tudo constante do painel apresentado no Balanço de Pagamentos, que não é só a Balança Comercial sendo esta apenas, uma daquelas contas. E a mais simples - às vezes medíocre - de todas, neste século XXI financeiro e comercial.
Uma repetição parecida aos efeitos dos swaps cambiais inconstitucionais já mencionados, de 2010 a 2020, em que os fantasmas exportadores da época, hoje regozijam mas jazem mortos, pelo câmbio super desvalorizado de grande parte de então, que fechou as mesmas pesqueiras exportadoras e os grandes e novos players do agronegócio também de então, exportadores de frutas, entre outros. Serão os empresários cúmplices ou aquela geração resiliente, deixou agora repetirem o passado estas novas gerações mais recentes, para ressentirem-se também? Pelo vocabulário e argumentos, parecem repetir o desconhecimento técnico, do que sempre foi igual. Os atores e personagens, só mudaram de nome. Mas ainda assim nem todos...
Quantos dos exportadores são na verdade, multinacionais de capital estrangeiro norte-americano, ou francês, ou espanhol, português, italiano, etc? Quais estão localizadas em SP e RS, SC ou PE; as do café ou da ração animal, com base produtiva na commoditie de soja que reexportam para as matrizes originais? Vinhos, pescado em conserva, automóveis, etc... E o Balanço de Pagamentos todo, qual o seu reflexo e porque não foi previsto ou avaliado tecnicamente, com seus riscos intrínsecos, em tempos?
Qual o único ocidental dos BRICs - sim em s minúsculo, o último associado não é original - sem uma 'bomba atómica' para se impor? Presa fácil, que 'arrota' alto mas, só em português e apenas em casa, no seu monólogo idiomático, para os seus. Será que o Brasil exporta mesmo, ou é ao invés 'importado/comprado', como se diz no jargão profissional do ramo!? Afinal, quem exporta commodities de preços controlados por oferta e procura em Bolsas Mercantis internacionais, não precisa vender. Vem a ser comprado, com um limite no esforço estratégico de precificação.
Na palestra digital de um ouvinte só, um estudante norte-americano em quase impecável português, d'uma universidade pública sulista, provocado pelo entrevistador e jornalista conhecido, guiou-se muito bem em justificativas parciais, mancas e outra vezes inexperientes, numa urgente exposição livre do YouTube. Afirmou serem as ONGs, as culpadas, blá blá blá. Faltou considerar o fundamental: os outrora Swaps-Cambiais inconstitucionais, do Governo/BACEN. Instituídos imediatamente à época, posteriormente às crises de falências bancárias norte-americanas de Bush/Obama, para viabilizarem e financiarem mecanismos de emissão monetária que artificialmente, às custas de exportação petroleira pré-saleira, ajudou o governo a ficar famoso.
Como "That's my man!" but Not 'the man, parecia que o jovem entrevistado não tinha experiência suficiente ainda, por ter sido bem conduzido na tal entrevista. Uma bolsa de estudos era provável, para então viver numa ilha praieira cheia de latino-européias lindíssimas, justificava-se. Comeu cru!
Todavia sempre, novas visões botarão algumas barbas de molho, nas águas de bacalhau de velhotes e novatos.
Reflexos de uma incompetência histórica em profissionalização, diversificação e desenvolvimento do quase insignificante Comércio Exterior brasileiro (mais ou menos, até 2%), este é refém de amadores que agora, estão ainda mais uma vez na mão do importador. Quem pagará o imposto de importação na alfândega de nacionalização, se pagarem...? Falta de avisos à época, não foi...ou foi, e agora traficantes de mercadorias, atravessadores, contrabandistas e/ou agiotas oficiais descaminham sobrevalorizados lucros! Casino Brazé1, diria um apostador. Faz frente antecipada, alguma estratégica e estudada economia do Imposto de Exportação.
O Casino Brazé quase sempre teve amadores no Comércio Exterior e, quando temporariamente não os teve, atrapalharam-se, desagregaram e enterraram. Foi o caso do contemporáneo Plano Real. Exportadores de carnes viraram ministros da pasta; banqueiros, de câmbio; e, posteriormente um exportador têxtil, chegou a vice-presidente, também para combater a importação chinesa. Quando avisados e alertados, não tinham capacidades para tal discernimento diplomático económico?
O Japão levou com uma bomba atómica na II Guerra e talvez, o infantil, metaforicamente precise levar com outra, agora económica, nesta moderna III guerra mundial financeira. Para então, aprender como fazer negócios internacionais adultos! Quiçá a rebeldia juvenil ainda, os faça repetir tudo e pior. Já com o 'fígado comprometido'.
A associação vitivinícola do Alentejo português reclamou na semana passada - em julho de 2025 - da taxação brasileira de 100% sobre os seus vinhos importados, famosos. Alguém pediu fontes desta informação que, bastando ir à qualquer grande superfície de varejo portuguesa e conhecer de formação de preços, de exportação, comprovadamente verá!
Nunca vemos no Brasil, administradores a comentar o ComEx2. Estes são os especialistas naturais da matéria e, únicos profissionais do ramo que têm com disciplinas transversais específicas da sua graduação; enquanto as outras, não abrangem matérias desta área internacional comercial. Apenas vemos afirmações inseguras e superficiais, de teóricos parciais das áreas afins e sem nenhuma profundidade, necessária nos temas, por puro desconhecimento profissional. O ComEx brasileiro sempre foi amador naquelas paragens, com pouquíssimas exceções mas, felizmente elas existem. Continuarão a repetir gafes e erros recorrentemente, públicos ou privados, nas estratégias que nunca empregaram, porque as desconhecem e, como fazê-lo. E tem sido o mesmo desde a nova globalização dos anos 1990, que agora culmina com esta nova fase da Diplomacia Económica Moderna...
Vão lá eles outra vez e de novo, tentarem se ajuntar à UE3 ou ao Nafta4, os mesmos representantes que recusaram tais convites de oportunidade, daquele precoce fim de século. Compraram o atraso, para revender no futuro. A carruagem do tempo passou e ficaram os cães todos, a ladrar até hoje. Vendem o gato, por lebre; o próprio povo continua patrocinando-os em estágio, para aprenderem a administrá-los na prática, às suas próprias custas. Nem o jornalismo, os consegue distinguir.
Notas
1 Gíria financeira.
2 Corruptela de comércio exterior.
3 União Européia.
4 North American Free Trade Agreement.















