A partir do próximo dia 22 de junho, o artista Romain Dumesnil transforma a sala expositiva do piso superior da Zipper Galeria em uma espécie de ecossistema vivo para sua individual “O animal que logo sou”. Com curadoria de Michelle Sommer, a mostra reflete sobre a noção de matéria e seres vivos e aponta para temas relacionados a cosmogonias e denominações comuns do natural e artificial, humano e não humano. A exposição é a terceira abrigada pelo projeto Zip’Up neste ano, programa criado em 2011 que se dedica a projetos curatoriais inéditos de nomes em emergência na cena artística atual.
Romain cria “corpos-trabalhos” que mantêm entre si interrelações narrativas e físico-químicas: uma planta encontrando seu espaço na galeria; um quilate de diamante, transformado em vapor em um laboratório, é espalhado ao longo da exposição; um pequeno pássaro multicolor (diamante-de-gould) vive livremente no espaço; estalactites de seiva de árvore escorrem pelo teto da sala, propiciando também a experiência olfativa no espectador.
"A partir de uma série de trabalhos que procuram 'contaminar' e 'ser contaminados', agindo como espécies de corpos metamórficos, a mostra busca tencionar e revelar mecanismos possíveis de hibridação materiais e simbólicas entre os elementos do espaço expositivo, como a arquitetura, artefatos da arte, visitantes ou elementos naturais externos", reflete o artista.









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