No Pai Nosso (Mateus 6:10), Jesus nos ensinou a pedir que venha o reino de Deus e que seja feita a sua vontade na Terra como no céu. Isso significa que devemos ser bondosos, compassivos e misericordiosos — especialmente com aqueles a quem os poderosos chamam de os mais pequeninos. Em contrapartida, aqueles que se esforçam para serem os primeiros serão os últimos. Sua busca pelo poder absoluto pode levá-los à ruína total.

Além disso, seremos julgados pela forma como tratamos os mais pequeninos. Está escrito em Mateus 25:40 "Tudo o que vocês fizeram por um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeram". Isso inclui viúvas, órfãos, refugiados, os pobres, bem como as vítimas da guerra e do preconceito. Inclui também esta terra sagrada que Deus nos concedeu para compartilharmos com todas as suas criaturas.

A interpretação bíblica tradicional foca em viúvas, órfãos, pobres, refugiados e enfermos, reconhecendo neles a presença de Cristo. Inclui os marginalizados pela sociedade, aqueles que sofrem injustiça direta ou os que são esquecidos pelos poderosos. Esta visão estende o amor cristão à casa comum — a Terra, o meio ambiente e todas as criaturas. Entende que cuidar da natureza e partilhá-la de forma justa é também uma forma de serviço a Deus. Em suma, a frase sugere que qualquer ato de compaixão e cuidado, seja com um ser humano vulnerável ou com a própria criação, é uma resposta direta ao amor de Jesus.

Em sua tentativa de colocar os EUA em primeiro lugar, os republicanos acabarão ficando em último. Sua ganância e sede de poder os tornarão pobres e impotentes. O restante de nós, americanos, reconhecemos nossas falhas e pedimos humildemente perdão a Deus e às vítimas inocentes de nosso orgulho e arrogância. Isso inclui o povo de Cuba. Felizmente, o Brasil, o Chile, a China e muitos outros países estão enviando ajuda a eles.

O Brasil, a China, o México e muitos outros países estão enviando ajuda a Cuba por meio de comboios humanitários para enfrentar uma grave crise econômica e energética na ilha1-4. A situação foi agravada por novas restrições e sanções dos Estados Unidos após a intervenção norte-americana na Venezuela, que interrompeu o fornecimento de petróleo a Cuba. O governo de Claudia Sheinbaum enviou navios da marinha com centenas de toneladas de alimentos (leite em pó, feijão, arroz), carnes e itens de higiene. A ajuda mexicana também inclui suporte logístico para tentar restabelecer o fornecimento de petróleo. O governo Lula organiza o envio de 20 mil toneladas de alimentos (arroz, feijão preto, leite em pó) e toneladas de medicamentos. A ajuda brasileira, que inclui parcerias com o Programa Mundial de Alimentos, foca em medicamentos essenciais, como tratamentos para tuberculose. A China, por meio de sua embaixada, relatou o envio de um navio com 60 mil toneladas de arroz para a ilha.

Cerca de 650 delegados de 33 países, incluindo ativistas e parlamentares, organizaram a Caravana Nossa América, transportando 20 toneladas de ajuda (alimentos, medicamentos e painéis solares) que chegaram a Cuba em março de 2026. Os participantes da Caravana da Nossa América para Cuba chegaram de avião, vindos da Itália, França, Espanha, Estados Unidos e vários países da América Latina, e chegaram por mar em uma frota de três embarcações vindas do México. Cerca de 650 delegados de 33 países e 120 organizações estão em Cuba como parte de uma caravana de solidariedade que transporta cerca de 20 toneladas de ajuda humanitária, enquanto o povo enfrenta uma grave crise energética.

Governo Lula já havia enviado 2 toneladas de remédios para a ilha, onde a situação econômica se agravou com bloqueio dos EUA após captura de Maduro. A nação insular tem recebido ajuda humanitária enquanto enfrenta uma crise econômica e social agravada pelo bloqueio à importação de petróleo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com o Itamaraty, serão enviadas, por meio do programa de alimentos da ONU, 20 mil toneladas de arroz com casca, 150 toneladas de feijão preto, 150 de arroz polido e 500 de leite em pó ao país caribenho, totalizando 20,8 mil toneladas de comida. Para transportar os suprimentos, o governo brasileiro aguarda a chegada de um navio cubano. Além disso, na quarta-feira, 18, também chegou a Cuba um comboio humanitário internacional com 5 toneladas de remédios, organizado por ativistas, lideranças políticas e entidades sindicais e estudantis. A comitiva brasileira no chamado Comboio Nuestra América reúne nomes do parlamento, do movimento sindical e de entidades estudantis.

Cuba sofreu um severo impacto econômico desde que os Estados Unidos efetivamente bloquearam suas compras de petróleo no início deste ano, privando sua antiga rede elétrica da principal fonte de combustível. A maior parte dos 10 milhões de habitantes da ilha ficou sem energia na segunda-feira, quando o primeiro colapso da rede elétrica em todo o país obrigou-os a cozinhar com gás, à luz de tochas e velas.

Um grupo de ativistas chegou a Havana com antecedência e entregou doações a hospitais. A visita ocorre em meio a tensões crescentes entre Cuba e os Estados Unidos. Painéis solares, alimentos e medicamentos para o tratamento do câncer estão entre os produtos doados à ilha, que ficou praticamente paralisada desde que o Partido Republicano de Donald Trump impôs um embargo energético em janeiro. Isso agravou uma crise econômica que já dura cinco anos e causa tanto sofrimento ao povo cubano. Além disso, o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, refutou comentários sobre uma mudança no sistema político ou a possível saída do presidente cubano Miguel Díaz-Canel no âmbito das negociações em andamento com os republicanos e Donald Trump. Enquanto isso, o desafio ao bloqueio está impedindo que se repita uma situação semelhante à de Gaza nas Américas. Vários analistas e líderes regionais, incluindo a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, alertaram para uma possível crise humanitária em Cuba.

Entre os apoiadores estão ativistas sociais, sindicatos, figuras proeminentes e partidos políticos, incluindo o Morena do México, o Partido dos Trabalhadores do Brasil e a Frente Ampla do Uruguai. Também estavam incluídos o parlamentar britânico Jeremy Corbyn; a senadora colombiana Clara López; o ex-político espanhol Pablo Iglesias; o líder sindicalista norte-americano Chris Smalls; e o ativista humanitário brasileiro Thiago Ávila. Após várias semanas em que a única ajuda recebida por Cuba veio do México, que enviou alimentos e produtos de higiene em três ocasiões, ativistas e líderes de outros países começaram a formar grupos de apoio e a arrecadar doações.

O governo chinês aprovou um pacote de assistência emergencial que inclui 80 milhões de dólares para a compra de equipamentos elétricos e outras necessidades urgentes, além da doação de 60 mil toneladas de arroz. A China tem fornecido equipamentos elétricos para mitigar a escassez de combustível e a crise energética, incluindo painéis solares fotovoltaicos, como parte de um esforço maior para reduzir a dependência cubana de combustíveis importados. Pequim reafirmou seu apoio a Cuba diante do bloqueio econômico dos EUA, posicionando-se como um parceiro estratégico para garantir a estabilidade da ilha.

Veículos oficiais da ilha também destacaram que partem do Chile para Havana outros integrantes do comboio internacional com medicamentos, insumos e alimentos para ajudar Cuba ante o recrudescimento do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos. Os organizadores dos envios, entre os quais está uma coalizão internacional de movimentos, sindicalistas, legisladores, organizações humanitárias e personalidades públicas, já anunciaram que preparam uma grande atividade de solidariedade em Havana. Entre as personalidades que integram o grupo estão Pablo Iglesias, ex-político espanhol e fundador do partido de esquerda Podemos; o grupo irlandês de punk rock Kneecap; o ativista climático brasileiro Thiago Ávila; e o político britânico Jeremy Corbyn. Por mais de seis décadas, o bloqueio dos Estados Unidos tentou sufocar Cuba, e “agora a administração de Donald Trump está escalando este assédio”, destacou Corbyn, membro do Parlamento britânico, citado no comunicado. Mas, “a maioria das pessoas ao redor do mundo está do lado do povo cubano”, assegurou o ex-líder do Partido Trabalhista. Pablo Iglesias comentou, por sua vez, que “defender o povo cubano é defender a soberania e a liberdade contra a lógica criminosa do bloqueio” americano.

Além disso, a Rússia prometeu e começou a fornecer petróleo e derivados (como diesel) como parte de um pacote de ajuda humanitária para aliviar a falta de combustível e os apagões constantes em Cuba. Relatórios indicaram o envio de cerca de 80.000 toneladas de diesel e equipamentos para reparar a infraestrutura energética cubana, com um valor estimado de 60 milhões de dólares. Tanques russos foram monitorados a caminho da ilha em março de 2026. O Kremlin reafirmou sua solidariedade com Havana, com diplomatas russos declarando prontidão para ajudar Cuba a superar as dificuldades econômicas.

O governo do Chile também informou que ajudará Cuba. O país anunciou que fará uma contribuição ao UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para apoiar a resposta ao que descreveu como uma catástrofe humanitária. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Chile, esses recursos devem financiar intervenções voltadas para o fornecimento de água, cuidados médicos e nutrição para menores de idade.

Assim, milhões de pessoas como eu, nos Estados Unidos, e bilhões de pessoas em todo o mundo estão se empenhando para ajudar os necessitados em Cuba e em todo o mundo.

Notas

1 Amanda Péchy. 2026. Brasil doa a Cuba mais de 20.000 toneladas de alimentos em meio a crise e cerco de Trump. VEJA.
2 Rodriguez, A. Tons of aid flows into Cuba as humanitarian convoy arrives on the struggling island. NBC Miami, 26 March 2026. Tons of aid flows into Cuba as humanitarian convoy arrives on the struggling island. NBC 6 South Florida.
3 SWI. Membros de comboio internacional começam a chegar a Cuba com ajuda humanitária. 18. março 2026. Membros de comboio internacional começam a chegar a Cuba com ajuda humanitária. SWI swissinfo.
4 Chernova, A. Rússia se junta à lista de países que estão ajudando Cuba; entenda. CNN Brasil. Rússia se junta à lista de países que estão ajudando Cuba; entenda. CNN Brasil.