Como sabemos. Fernando Pinto Balsemão faleceu no dia 21 de outubro de 2025. Deixando o vazio imenso na Comunicação Social em Portugal e um legado forte e de pioneirismo na Comunicação Social. No Brasil, um ano antes, faleceu no dia 17 de Agosto de 2024, nosso querido comunicador, grande edificador do que chamamos de Televisão Brasileira e participou da história de três emissoras de televisão (É o caso de Rede Record de Televisão, Rede Globo e a emissora que ele fundou, SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), os mais íntimos o conhecia como Seynor Abravanel, mas o Brasil o conheceu como Silvio Santos.
Nas discussões voltadas à minha pós-graduação em Branding e Marketing de Luxo nas Belas Artes e no processo criativo do novo em 2026 da Ferreira&Ferreira Consultoria. Viu-se a necessidade de criação de um legado para posterioridade. Ele estará fundamentado no legado desses dois grandes homens e na ideia de construir pontes na comunidade lusófona. Isso vai nortear meu pensamento nos próximos anos.
Porque há essa preocupação da minha parte. Justamente, pelo motivo em que precisamos olhar para esses grandes legados, tê-los como inspiração e usar essa inspiração para buscar a construção de um mundo a seu jeito e moldado a sua maneira.
Algo que a geração Z tem uma grande dificuldade. Uma vez que se trata de uma geração sem preocupação com a questão de legado e propósito. A ideia da Geração Z é de procurar uma empresa ou um local que o aceite como pessoa e profissional. Muitas vezes, a aceitação não está na empresa e está na construção de propósito.
Nisso o processo antes tem de ser cobrado por gerações com essa visão e passado para geração Z, a qual substituirá as lideranças daqui a alguns anos. Nisso precisamos estar num rumo correto. Para estar num rumo correto e coerente. Se faz necessário. Se apoiar a quem consolidou algo até aqui. Para poder projetar o futuro.
Essa será a base do posicionamento da minha empresa daqui em diante. Firmar em cima da construção de legado. Algo que tem de ser primordial para líderes sérios e com visão de futuro ampla. A partir de bons legados é que se constroem novos legados. Não podemos construir nada sem inspiração e sem algo que o faça levantar todo dia.
A ideia de tornar esses legados perenes é fundamental para novas construções. Seja na sociedade portuguesa ou brasileira. Uma vez que para construir novos caminhos. Seja na comunicação social ou em outra área. Torna-se necessário ter referências para poder ter suas criações. Caso contrário, ficaremos perdidos em elaborar novos caminhos em toda e em qualquer tipo de área.
Temos de melhorar da nossa forma o mundo. O próprio Francisco Pinto Balsemão e o próprio Seynor Abravanel nunca se conheceram, mas seu pensamento é bastante similar. Vejam as frases de ambos:
O importante é competir. Se vencer, não importa. A única razão de eu ser empresário são as emoções que isso me dá.
(Silvio Santos sobre legado e empreendedorismo)
A obrigação do Homem é deixar o Mundo melhor.
(Francisco Pinto Balsemão sobre legado)
Nisso vemos semelhanças de visão de futuro. Vemos a necessidade da busca de um legado. Algo que não é visto nos jovens. Especialmente, os jovens que são ligados à Geração Z ou como muitos jornais e veículos de comunicação nacionais e internacionais chamam, geração Tiktok.
Por isso se faz necessário a Geração Y, das mais novas é a que tem essa mentalidade propósito e legado bem definido, reforçar perante a geração Z. A qual tem uma visão menos reflexiva. Essa falta de reflexão é vista nas questões de consumo e sobretudo nas escolhas muito mais irracionais que as gerações anteriores ligadas à esfera política. Podemos citar as manifestações tumultuosas e caóticas no México e no Nepal, recentemente. Ambas podem até ter causas justas. Essas causas sociais começaram com a Geração Y de forma inicial, porém a Geração Z por estar conectada a mais tempo com uma tecnologia mais avançada. As informações vêm com uma velocidade muito rápida. Consequentemente, culminando com a tomada de decisões mais apressadas.
Isso vem em direção ao que Byung-Chul Han, Filosofo Sul Coreano, diz e que se aplica muito a geração Z com a Era do Excesso de Estímulos no Livro Sociedade do Cansaço:
O excesso de estímulos, informações e impulsos acelera a psique e impede a contemplação. A aceleração está destruindo a capacidade de permanecer.
(Han, B.-C. Sociedade do Cansaço, 2010)
Claro que todas têm um pensamento mais acelerado. Mas as demais têm maior margem para desconexão. Geração Y deu início ao ambiente digital. Onde as informações eram menos aceleradas e a quantidade de estímulos era menor. Havendo um pouco de mentalidade analógica. Fazendo com que se equilibre numa corda bamba entre o digital e o analógico. Geração X era totalmente analógica. A tecnologia era em condições muito rudimentares. Havendo uma maior margem para desconexão. Boomer e Silencioso não tinham tecnologia. Portanto, as três últimas não desistem de usar e estão dispostas a aprender. Mas, na visão deles, quanto menos usar, melhor.
Por que adentremos nessa questão de tecnologia ligados a gerações e especificamente a Geração Z e Y. Porque essa questão de tecnologia influencia na mentalidade das gerações. Sobretudo a geração Z que valoriza muito o ambiente digital, por ter nascido imersa nessa época. Nisso essa geração tem problemas para pensar em questões a longo prazo. Como é a questão central tratada nesse artigo.
Portanto, o mundo lusófono fica órfão de duas grandes referências em matéria de comunicação e esse vazio atinge os dois maiores países de língua portuguesa, Portugal e Brasil. Por isso tenho o dever de citar esses dois grandes legados e a necessidade de tornar perenes ambos os legados nos respectivos países. Principalmente, se está na área de comunicação social. Assim é qualquer área em que exercermos alguma atividade. Essa missão estará confiada a Geração Y e Z, a qual ocupará a maioria dos postos de liderança e será necessário ter um propósito para colocar suas ideias na realidade. Algo que a Geração Z não tem incutido nela por sua ligação majoritária com a tecnologia e com excesso de estímulos e grande dificuldade de conexão. Sendo assim, será necessário à geração Y intercambiar esse lado junto com as gerações anteriores.















