A quarta exposição individual de Mónica Capucho na galeria explora a cor como uma experiência dinâmica moldada por materiais, perceção e contexto, em vez de um elemento fixo ou puramente descritivo. Ao variar sistematicamente as cores através de diferentes escalas e densidades, Capucho demonstra como as mudanças subtis alteram a nossa perceção de profundidade, distância e ritmo visual.

Na sala principal, um contraste dramático entre o vermelho e o azul cria uma tensão física e espacial. O vermelho quente parece avançar em direção ao espectador, evocando energia, enquanto o azul frio e horizontal atrai o olhar para trás, criando uma sensação de profundidade. A exposição pretende assim esbater as fronteiras entre a pintura, a escultura e a arquitetura, permitindo que a obra habite o próprio espaço para oferecer uma experiência sensorial imersiva.

Mónica Capucho nasceu em Lisboa, Portugal em 1971. Das exposições realizadas destacam-se Solid matter (Galeria Municipal Vieira da Silva . Loures, Portugal, 2018), Deconstructive blocks, Clean approach (Carlos Carvalho Arte Contemporânea, Lisboa, Portugal, 2012; 2007), Périclos / Arte portugués de hoy (CAC Málaga . Málaga, Espanha Spain), Identidad femenina en la colección del IVAM (IVAM . Valência, Espanha Spain, Museu de Arte Moderna de Bogotá . Bogotá, Colombia; Museu de Arte Contemporânea de Santiago do Chile. Chile; Memorial da América Latina . São Paulo, Brasil). Está presente em inúmeras colecções públicas e privadas tal como Francisco Pimentel & Associados SADV, Eastécnica, Lisboa Lisbon, Ministério dos Negócios Estrangeiros, Embaixada de Portugal em Buenos Aires, Argentina, Embaixada de Portugal em Atenas, Grécia, Embaixada de Portugal em Copenhaga, Dinamarca e Embaixada de Portugal em Pretória, Africa do Sul.