O papel das comunidades no uso sustentável dos recursos naturais no contexto das mudanças climáticas. Vivemos em tempos difíceis no campo do ambiente em que nos encontramos, todos os organismos biológicos e espaços físicos ressentem o efeito das mudanças climáticas. A origem estará na mudança dos tempos ou na gigantesca industrialização do século que não respeita a biodiversidade ao permitir a poluição atmosférica e causar alterações ao efeito de estufa.
A saúde ambiental está comprometida com a produção industrial e poluição desenfreada que o homem acomete à natureza, esquecendo que dela faz parte. As políticas governamentais no que se refere às questões ambientais e investimentos na área do ambiente para a preservação da biodiversidade e do uso sustentável dos recursos naturais, são pouco notáveis. Mas os efeitos das mudanças climáticas sobre o bioma mundial são notórios, pois o ciclo da vida marinha e da natureza em si debate-se com o desaparecimento de algumas espécies animais e vegetais, e isso em parte influencia no ecossistema, que diretamente incide sobre a nossa saúde.
Outrora, fomos colonizados e lutamos por uma independência e liberdades individuais. Hoje, como nunca, lutaremos por uma independência ambiental que está custando nossas vidas e a destruição do ecossistema. Precisamos de uma industrialização avançada, mas também precisamos saber quanto custa a mesma, pois, de contrário, nós e as futuras gerações teremos uma saúde ambiental de baixa qualidade e uma saúde débil se não calcularmos a dimensão da nossa intervenção face ao meio ambiente. As mudanças climáticas trouxeram uma forte mensagem de que durante muitos anos a nossa presença na natureza vem acumulando desde atividades nocivas ao meio, e uma falta de planificação ambiental do uso sustentável dos recursos naturais e a industrialização descontrolada.
Os diferentes Estados, mais do que preocuparem-se somente com os efeitos das mudanças climáticas, precisam reunir-se com urgência e organizar um plano ambiental global capaz de não só minimizar os efeitos causados pelo homem ao ecossistema, mas reeducar as nossas comunidades e os proprietários das grandes indústrias de que sua preocupação não deve ser apenas produzir artigos de qualidade que custem a vida do nosso ecossistema, pois em nada vale ter um produto de qualidade se não teremos saúde para desfrutar do mesmo.
A qualidade do ar e as estações do tempo, a vida marinha e a própria natureza denotam uma mudança drástica. A nossa saúde tornou-se débil com o ar sem qualidade, a aparição de novas doenças que resultam das constantes intervenções negativas do homem ao meio ambiente. A sua recuperação vai custar muito caro: trabalho, tempo, políticas ambientais, estudos ambientais, planificação, recursos financeiros e vontade de mudança. Nos próximos tempos, se não tomarmos consciência destes factos, os investimentos estarão focados para a saúde. E assistiremos ao massacre dos produtores e consumidores dos produtos da industrialização descontrolada e desenfreada.
Pois, investimos tanto na produção industrial que não acompanhou uma planificação ambiental adequada para cada caso, para evitar a contaminação e poluição do ambiente. O lucro e a qualidade do produto final sempre foram a prioridade da industrialização em detrimento da nossa saúde ambiental. Os subornos e assédio moral aos organismos de controlo ambiental e seus dirigentes para fazerem vista grossa para a poluição e contaminação do meio ambiente de forma livre, arbitrária e negligente, com pretexto de desenvolvimento industrial acelerado e com falsos planos ambientais e uma responsabilidade social fantasma, e sem olhar para o futuro. Hoje custa a nossa saúde, e todos somos chamados à reflexão do quão será a saúde ambiental nos próximos tempos.
Um estudo moçambicano baseado na pesquisa de campo, dados primários e em experiências internacionais e nacionais, dados secundários, está focalizado em estratégias práticas de vários atores que podem aumentar a resiliência no sector do saneamento, tendo em conta os impactos das mudanças climáticas em Moçambique. O estudo revelou como a diversidade dos eventos das mudanças climáticas, quer ciclones, cheias ou secas, estão a afectar o sector do saneamento. Embora o quadro das políticas tente esboçar o saneamento como prioridade fundamental do Governo de Moçambique, ficam evidentes várias lacunas, em particular em relação ao saneamento rural. Entre estes estão a falta de um quadro abrangente de políticas no que diz respeito ao sector financeiro. Se estas políticas estivessem em prática cobririam a cadeia de valor do saneamento e poderiam lidar com mais precisão com o saneamento rural.
Este estudo propõe várias opções para lidar melhor com as mudanças climáticas e o seu impacto no saneamento, aumento da resiliência face ao início dos eventos climáticos, como também os ‘choques’ climáticos. Estes incluem investimento em iniciativas baseadas na comunidade, ligações mais estreitas entre resposta a calamidades e actores de desenvolvimento que trabalham no saneamento, mais trabalho na drenagem urbana e apoio para o estabelecimento de uma estrutura resiliente ao nível da comunidade.















