Li um artigo que me chamou atenção e fui à procura de mais detalhes para construir e compartilhar contigo a minha matéria de hoje.
Procuramos, escutamos e buscamos por uma vida mais leve, onde possamos ter pausas não só para tomar um café, mas também para cuidar da gente e de quem precisa de nós.
Quando o assunto fica direcionado para o mercado de trabalho, um Gerente de Bem-Estar (Wellbeing Manager ou Chief Well-Being Officer) é uma peça de grande importância e relevância dentro deste universo corporativo.
Ter um profissional dentro da empresa que crie e gere estratégias para melhorar a qualidade de saúde física, mental, emocional e social dos colaboradores é uma prática usada em algumas empresas, com o objetivo real de motivar uma equipe a produzir mais e melhor.
Um Gerente de Bem-Estar fica à frente de programas de saúde mental, incentivos ao exercício físico, equilíbrio de vida pessoal e profissional.
Programas de prevenção de burnout e stress, workshops, atividades e campanhas, tudo a cargo deste profissional que encontrará formas de esclarecer cuidados para uma melhor qualidade de vida.
E agora muita atenção a quem está disposto a se apresentar como este profissional disponível para atender a equipes: é preciso que estas competências estejam muito bem desenhadas: inteligência emocional, comunicação e liderança, conhecimento em saúde mental no trabalho, gestão de pessoas e planejamento estratégico; uma qualificação para a qual já há cursos direcionados e preparatórios para esta especialização.
Aqui na Europa, podemos citar as empresas abaixo que já têm este diferencial orquestrado dentro das organizações:
PwC – programas de wellbeing corporativo;
Workwell – programas de saúde e bem-estar nas empresas;
Willis Towers Watson – consultoria de bem-estar organizacional.
Promover ambientes de trabalho que têm este olhar torna uma organização mais interessante de se trabalhar, porque os profissionais são olhados de uma forma diferenciada. Penso que as atuais empresas talvez não necessitem de grandes investimentos, bastam pequenas adequações para que o impacto seja grande, tornando o ambiente mais forte e equilibrado.
Isso não é tendência, moda, isso é aderir a um formato sustentável que visa entregar para uma equipe qualidade de vida, um olhar mais humano, produtivo e feliz de uma marca para seus colaboradores.
Pessoas felizes produzem mais; esta frase já escutei muitas vezes e já vi fixada em murais de Departamento Pessoal, mas será que realmente todas as empresas têm este real entendimento?
Aqui vou citar alguns pontos que anotei neste artigo que li e que definem bem o que é ter um Gerente de Bem-Estar dentro da empresa em que estamos inseridos:
Calendário de programas de bem-estar, palestras voltadas à saúde mental, equilíbrio vida pessoal/trabalho, campanhas para hábitos saudáveis, incentivos à prática de exercício físico, atividades voltadas ao team building;
Políticas adequadas à flexibilidade de horários, oportunidades de trabalho híbrido ou remoto, programas de prevenção ao burnout e stress.
E a empresa, como pode avaliar esta entrega:
Realizando uma pesquisa de satisfação dos colaboradores;
Criando estratégias novas dentro da cultura organizacional;
Promovendo parcerias com psicólogos, empresas de saúde e coaching.
Happiness Manager ou Gerente de Felicidade, para cada empresa uma nomenclatura, mas a mesma definição: um profissional como o autor e à frente de um programa que cria um melhor ambiente de trabalho.
Cuidar das pessoas também é estratégia de negócio. Ter profissionais dentro de um time que estão felizes com suas entregas e reconhecimento gera resultados positivos, porque as pessoas se sentem valorizadas e isso faz com que possamos produzir com mais qualidade e inspirar outros colegas.
Empresas com esta visão de futuro já começam com uma perspectiva melhor, mais adequada à nossa realidade, mais apropriada para a nova geração que está ocupando espaço dentro do mercado de trabalho.
E agora, se você é a empresa e está lendo esta matéria, o que eu tenho para te dizer:
- Pequenas mudanças na cultura de trabalho podem gerar grandes impactos na vida destas equipes; reformular alguns processos e torná-los mais atualizados e compatíveis com uma geração mais exigente e que busca entender a vida sob um outro ponto de vista.
Eu como mãe de uma filha de 30 anos, presencio diariamente a forma que esta geração identifica uma oportunidade de trabalho. Fazendo parte da geração Y ela entende que é preciso procurar instituições que identifiquem que a vida pessoal, profissional, flexibilidade e bem-estar, devem estar presentes nestas contratações. A estabilidade, que é algo que sempre busco dividir com ela e muito forte na minha geração, já é visto com outro contexto por ela, uma visão que entende que buscar melhores condições, aprendizado contínuo, novas habilidades, trabalho remoto e freelancer, são oportunidades que não se pode deixar escapar.
Talvez a verdadeira questão seja que possamos entender que criar um ambiente de trabalho compatível com a nossa vida pessoal seja uma oportunidade de realizar as nossas demandas de um jeito tranquilo, leve e responsável; alcançando não só o orçamento da empresa, as metas estabelecidas, mas também a nossa qualidade de vida, o nosso tempo, a nossa pausa e a satisfação em trabalhar numa marca que nos reconhece, nos facilita e nos quer ver crescer.
Para as empresas que já estão com esta missão estabelecida, eu desejo prosperidade e muito sucesso, e para aquelas que ainda não aplicaram alguma forma de se ajustar neste formato, a minha sugestão é buscar algo que possa dar o primeiro passo e, aos poucos, escutar os colaboradores e entender o que pode ser ajustado, aprimorado e estabelecido, promovendo assim uma satisfação de todos que fazem parte desta empresa.















