A descoberta dos recursos naturais em Cabo Delgado, a norte de Moçambique, o que seria bênção divina, tornou-se uma maldição para os nativos desta parcela do país. Num ápice viu-se o reacender de uma suposta guerra com capa terrorista, baseada na pilhagem de recursos naturais existentes em Cabo Delgado.

Os nativos de cabo Delgado viram-se obrigados a abandonar suas casas por conta desta guerra a procura de locais seguros nas províncias vizinhas de Cabo Delgado, até aí a única informação que se tinha era de que uma célula terrorista atacava as casas e aldeias, a fim de afugentar os nativos para montarem suas bases militares para fortalecer seus ataques.

A incapacidade do governo em conter estes ataques que já se alastravam por toda a província de Cabo Delgado viu-se obrigado a pedir apoio militar a SADC que prontamente após sucessivas reuniões a fim de perceber o que se passava em Moçambique na província de Cabo Delgado, a SADC decide indicar e enviar tropas militares de apoio e ajuda as forças de defesa Moçambicanas com o posto em Cabo Delgado para em conjunto traçarem estratégias de ataque e combate ao inimigo, assim foi.

Mas com o passar do tempo as intenções desta guerra para a inteligência militar das diversas tropas envolvidas no âmbito da SADC ficava cada vez mais claro que se tratava de uma guerra ideológica-política interna de Moçambique visando tornar Cabo Delgado uma província de pertença de um grupo de pessoas com interesses bem definidos que envolviam a exploração dos recursos naturais a margem da sociedade local.

Mas neste jogo há interesses superiores da França e de Ruanda, protetora do seu pai colonizador, e de outros actores internos de Moçambique, após a conclusão da pesquisa feita pela inteligência militar da missão da SADC.

Como resultado disso muitos países que tinham seus militares na missão da SADC acabaram solicitando a retirada dos seus militares em Cabo Delgado porque perceberam que ali não havia guerra nenhuma, e estavam a perder militares numa missão suicida, quando já se sabia que tratava-se de um jogo politico interno de Moçambique que envolvia interesses pessoais de um grupo bem posicionados.

Hoje Cabo Delgado está nas mãos da França e do Ruanda para explorarem os recursos naturais, enquanto finge-se uma guerra que não existe para distrair os incautos.

O tempo passa. Os ruandeses fixaram suas residências em Cabo Delgado e estão criando família por lá. Daqui a alguns anos, surgirá uma guerra verdadeira para retirar os expropriadores das terras dos nativos.

Não se sabe ao certo que tipo de contratos foram assinados entre o governo moçambicano e a França, e, por sua vez, Ruanda, e quanto isto vai custar para as futuras gerações em Cabo Delgado.

Até agora Cabo Delgado está fora do nosso controlo, cabendo as forças Ruandesas a protecção dos interesses Franceses nesta província, há quem diga que era de bom tom que o governo vigente retirasse as tropas Ruandesas, antes de sair do poder ou no mínimo que deixe claro que tipo contrato permite a existência de militares Ruandeses em Cabo Delgado protegendo os interesses da França, sendo este um estado soberano e supostamente democrático.

Estará a Ruanda a defender somente os interesses da França, ou interesses de alguns Moçambicanos que alimentam esta guerra ideológica dos recursos naturais.

Bom só sei que futuramente esta província estará envolvida numa guerra no futuro próximo, enquanto, estas tropas Ruandesas não forem retiradas enquanto é tempo.

A falta de clareza neste assunto ainda vai criar cisões sociais e clivagens entre países irmãos de África. O poderio financeiro da França criou um jogo muito perigoso para Moçambique e Ruanda a respeito da exploração dos recursos naturais de Cabo Delgado.

A guerra misteriosa em Cabo Delgado a crescente intervenção exterior para acabar com o terrorismo em Cabo Delgado levanta sempre e sempre uma série de perguntas sem resposta, afinal quem são esses terroristas, trata-se realmente de uma guerra externa ou há mais interesses inerentes a suposta guerra sem rosto apenas palpites, com o tempo o cenário fica mais esclarecedor de que afinal de contas não se trata de nenhuma guerra apenas uma estratégia de expulsar e expropriar os nativos de suas terras para dar lugar a mineração industrial dos grandes mega projectos cujo os nossos dirigentes são os accionista majoritários.

Assim, caia a teoria de uma invasão exterior com rosto de terrorismo sem fundamento a luz deixava tudo as claras, estamos diante de um truque de mágica que se esconde numa guerra sem fim visando esvaziar as terras de Cabo Delgado para abastecer os bolsos insaciáveis de nossas lideranças envolvendo entidade de exploração externa com livre arbítrio para operar em Cabo Delgado a belo prazer simulando uma guerra que nos ensurdece e instala o pânico e medo, com fim último saquear nossas riquezas.