
Jornalista e crítico de cinema localizado em Porto Alegre, capital no extremo sul do Brasil, próxima à Argentina e ao Uruguai. Uma cidade de clima intenso e fronteiras culturais ambíguas, de onde mergulho em cinema, literatura, música e demais manifestações artísticas que permitam expandir as sensações desse cotidiano cada vez mais sufocado por rotinas frenéticas e estímulos banais.
Minha trajetória na crítica começou na juventude, entre passeios em videolocadoras e textos despretensiosos publicados em blogs e fóruns da internet. Aos poucos, a diversão se tornou ofício: fui editor de dois veículos especializados em cinema - o portal Cineplayers e a revista eletrônica Multiplot, da qual sou cofundador - e me tornei membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE).
Ao longo de mais de 15 anos escrevendo sobre cinema, colaborei com outras publicações virtuais, como as revistas Estado da Arte (Estadão) e Rocinante, e também impressas, como o Zinematógrafo, fanzine que circula por cinemas e bares de Porto Alegre. Publiquei ensaios em catálogos de mostras e livros organizados por editoras e associações de crítica, como as publicações Curta brasileiro: 100 filmes essenciais, Cinema Fantástico Brasileiro: 100 filmes essenciais e 50 olhares da crítica sobre o cinema gaúcho.
Em meu blog pessoal, Stage Fright, reúno parte da produção na crítica de cinema - sejam textos escritos para o próprio blog ou links para plataformas onde já publiquei. Também mantenho atualizado no Letterboxd, rede social exclusiva sobre cinema, um diário com todos os filmes que vejo, eventualmente comentados.
Tenho interesse em diversas cinematografias, desde o incontornável cinema clássico norte-americano - embora o interesse pela produção norte-americana do século atual seja ínfimo, dada a qualidade média igualmente ínfima - até as mais variadas cinematografias distribuídas pelos períodos clássico, moderno e contemporâneo da história do cinema: brasileira, argentina, francesa, italiana, alemã, portuguesa, japonesa, etc.
Entre os cineastas favoritos, cito nomes como Fritz Lang, Jean-Luc Godard, Luis Buñuel, Howard Hawks, John Ford, Raúl Ruíz, Jacques Rivette, Max Ophüls, Alfred Hitchcock, Jacques Tourneur, Manoel de Oliveira, João César Monteiro, F. W. Murnau, Jean Renoir, Ernst Lubitsch, Roberto Rossellini, Valerio Zurlini, Luchino Visconti, Brian de Palma, Dario Argento, Robert Bresson, Éric Rohmer, Claude Chabrol, Yasujiro Ozu, Mikio Naruse, Marguerite Duras, Chantal Akerman, Abbas Kiarostami, Rogério Sganzerla, Glauber Rocha, Júlio Bressane, entre tantos outros.
Para não limitar apenas ao cinema do século passado, o interesse em cineastas deste século pode ser representado sobretudo por filmografias do lado oriental do mundo, com destaque para as obras de Hong Sang-soo, Kyioshi Kurosawa e Apichatpong Weerasethakul. Entretanto, poderia citar muitos outros nomes espalhados pelos demais continentes, que seguem fazendo belos filmes, sobretudo às margens da indústria.
Mas nenhuma arte existe sozinha - muito menos uma arte que compreende em si todas as outras. Por isso, meus interesses se expandem para a literatura, campo no qual autores como Jorge Luis Borges, Javier Marías, Robert Walser, Juan José Saer e Roberto Bolaño me formaram tanto quanto os cineastas que mencionei. Gosto especialmente de obras que desafiam a linearidade e colocam a literatura como um exercício de fluxo narrativo igualado apenas pelos sonhos.
Na música, folk, jazz, MPB, rock, além de inesgotáveis subgêneros que nasceram do rock a partir das décadas de 1960 e 1970, ocupam boa parte da minha biblioteca. Coleciono vinis e preservo a tradição de ouvir um álbum do início ao fim, seja no toca-discos ou em plataformas virtuais. Recorro a playlists em raras ocasiões, geralmente quando respeitam alguma lógica conceitual.
O interesse pela arte compreende ainda a fotografia, a pintura e demais artes visuais. Também tenho amplo interesse por viajar, conhecer culturas, fotografar, experimentar novos sabores. E, para dar conta de todas essas experiências, escrevo, porque a vida e a arte suscitam questões que não caberiam noutra forma de linguagem. Este perfil é um convite para acompanhar essas divagações.
