Corpo de prova considera a prática da escultura na sua relação com o corpo e em suas possibilidades com os materiais e espaço. Com curadoria de Camila Bechelany, a exposição reúne cerca de 20 obras dos artistas Claudio Cretti, Manuel Brandazza e Raphaela Melsohn, que se apresentam como forças coexistentes com o espectador, em constante negociação.
Reunindo três artistas que exploram as interseções entre escultura, material e o corpo, de formas diversas, a exposição examina como a forma pode ser ‘moldada’ seja por meio da manipulação de materiais rígidos ou maleáveis, na reconfiguração de objetos cotidianos e pela invocação da memória corporal. As obras reunidas sugerem que criar uma forma é também questionar seus limites e reimaginar suas possibilidades de relação com o espaço.
Cerâmica, madeira, metal, tinta e tantos outros materiais se misturam para dar as formas e criar os traços que compõem cada obra. Claudio Cretti, apresenta uma série inédita de trabalhos, cuja produção escultórica é enfatizada pela diversidade da materiais e pelo caráter estrutural das formas, que também podem ser notadas em uma série de monotipias com adição de grafite, aquarela e colagem.
Manuel Brandazza, artista convidado, tem como linguagem principal em suas criações a arte têxtil, o mural e a cerâmica. Suas produções mais recentes evocam o universo fictício e espiritual do rio Paraná por meio de texturas sinuosas, circulares e expansivas trabalhadas com tecidos e argila. O rio é o ponto de partida, a primeira paisagem surreal, um paraíso universal que funda povos e oferece o cultivo das mais nobres virtudes para a continuidade da vida.
Já a artista Raphaela Melsohn, também convidada para Corpo de prova, apresenta esculturas em cerâmica. A fisicalidade, a conexão entre as pessoas e como o espaço estrutura as relações, são a premissa de seu trabalho. Raphaela, no entanto, utiliza em suas pesquisas, vários materiais e linguagens e se interessa por construir objetos e espaços que impliquem a presença de corpos provocando alternativas por meio da colaboração, contaminação e não-hierarquização. Rachaduras, fluxos, buracos, formas orgânicas e pegadas presentes em seus trabalhos tensionam e reconfiguram normas sociais e espaciais.









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