Desde a segunda república as diferentes instituições e actores da sociedade civil vêm clamando pela separação de poderes e das instituições para que os processos de desenvolvimento tenham a devida fluidez e o país possa ter uma justiça justa aos moldes do ocidente. Mas o dirigismo político da aristocracia libertadora não permite que esta nação conheça uma verdadeira justiça que não tenha conotações de vícios e interferência de terceiros. Temos instituições de justiça que funcionam em conluio com os libertadores que não querem que as liberdades das pessoas e das instituições sejam efetivas.
O abuso de poder por conta das costas quentes da ala libertadora faz com que os líderes que dirigem algumas instituições do estado se tornem intocáveis e até imunes a justiça por conta disso. Será este um país que almeja ter o respeito dos cidadãos quando vão a procura de seus serviços ou de alguma Justiça, instituições que prestam contas a um partido ou a um grupo de pessoas.
A influência no sistema de Justiça e em outras instituições do estado suscita a sede de buscar a justiça em outra parte do mundo que não seja Moçambique, pois o partidismo infectou de maneira que nem com a troca de presidente isto venha a melhorar, ou mudar precisa-se mais do que nunca se reiniciar o país para ver se alcança-se uma nova dimensão que possa trazer uma imagem nova de justiça pelo menos ao nível do irmão sul africano.
Hoje assistiu-se à prisão ilegal de um agente da Autoridade Tributária que saiu de sua casa deixando sua esposa e filhos rumo ao serviço e no exercício de suas funções foi obrigado a acatar uma ordem superior ilegal que ia contra os princípios do bom funcionamento da Administração Pública estatuída no país.
Ao desacatar esta ordem superior, viu os seus direitos fundamentais que a constituição vigente preceitua, o direito à liberdade e de outras mais a serem pontapeadas por conta das ordens superiores, superiores a quê, e a quem? O agente da autoridade Tributária de Moçambique foi recolhido às celas da PRM por conta do desacato às ordens superiores.
Será este Moçambique que orgulharia Eduardo Mondlane e Machel que tanto lutaram por este país para o ver desenvolver e com instituições que respeitem o povo e que o povo pudesse respeitar e ter orgulho de uma justiça justa.
Prender e humilhar um pai de família que exercia suas funções que exemplos estão dando aos demais cidadãos que fazem parte da máquina de labor do Estado. Foi vergonho assistir aquele cenário de atropelo flagrante da lei e dos direitos fundamentais do homem estamos no século XXI e ainda existem seres que apoiam sua liderança no primitivismo assombrando a modernidade e o ritmo do desenvolvimento.
E por estes e tantos outros motivos que continuarão no terceiro mundo a escória que alimenta as indústrias ocidentais com matéria-prima e escravos. Mais do que realizar eleições para a entrada de um novo aristocrata, precisa-se de reflectir bastante sobre o estado de natureza em que se encontram, pois, em nada vale um contrato social que infringe as leis e não respeita os seus cidadãos e instituições.
Constantemente assistem-se a escândalos como estes, do agente da Autoridade Tributária, que se tornaram tão públicos e mediáticos a nível da imprensa local que até envergonha os cidadãos de bem, e que, no estrangeiro, dá medo e vergonha identificar-se como moçambicano; logo, a sua imagem é associada a esta barbárie que se constrói aqui e se perpetua por várias legislaturas e gerações.
Normalizaram o anormal padronizaram a falta de respeito pelas instituições, e pelo próximo, içaram a bandeira da incompetência e da impunidade, instauraram a anarquia, a cidadania pereceu no escuro, a justiça tornou-se um fantasma.
Talvez o VM7 traga o cálice da providência que reverterá esta putrefação em que o país se encontra. Lá se vão anos que as nossas instituições públicas funcionam sempre a reboque dos políticos, elas nunca conheceram um funcionamento pleno e digno de realce senão interferências constantes de políticos cobrando favores ou impondo como devem ser as coisas quando estão em conflito com a lei.
as ordens superiores sempre na agenda de altos dirigentes quando são impostos com a realidade do seu cotidiano em tomar decisões que chocam com os interesses de quem o nomeou mesmo que isso custe atropelar o direito do pacato cidadão, que vem nessas instituições alguma seriedade ou com capacidade de resolver seus problemas sem no entanto conflituar com seus superiores hierárquicos quando estão em conflito com a lei, em moçambique há uma doença generalizada de ordens superiores enfermam o bom funcionamento da administração publica e outros sectores do estado com outras entidades exteriores.















