O Brasil e o Uruguai têm uma rica história de colaboração em ciência e tecnologia. Brasil e Uruguai compartilham de desafios semelhantes em especial no bioma Pampa. Existe uma parceria histórica e muito frutífera. Essa colaboração continua a se expandir. Com apoio institucional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Investigação Agropecuária do Uruguai (INIA) firmaram dois memorandos de entendimento recentemente1. O acordo foi assinado pelos ministros Carlos Fávaro e Alfredo Fratti na Conferência das Américas. Ele aumenta a cooperação e a produtividade em bioinsumos e inovação agrícola. Foi apoiado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pelo Instituto Nacional de Investigação Agrícola do Uruguai (INIA). Eles criaram a Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (UMIPI-BR.UY) e o Centro Brasil-Uruguai de Pesquisa e Inovação em Ciências da Vida.
O acordo avança uma nova etapa da cooperação agrícola bilateral. A formalização ocorreu em Punta del Este durante a reunião do Programa Cooperativo para el Desarrollo Tecnológico Agroalimentario y Agroindustrial del Cono Sur (Procisur). A assinatura é um desdobramento direto do Memorando de Entendimento (MoU) assinado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti, no dia 4 de novembro deste ano, durante a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2025, em Brasília. Nesta etapa operacional, o documento é firmado entre as instituições de pesquisa dos dois países.
A UMIPI-BR.UY será responsável pela coordenação de estudos, programas e projetos conjuntos. Eles estudarão o bioma Pampa, bioinsumos, inteligência artificial, digitalização, sustentabilidade e gestão institucional. O acordo estabelece colaborações entre a Embrapa e o INIA, com sede no Rio Grande do Sul e em duas estações experimentais no Uruguai. O acordo Embrapa-INIA criou comitês conjuntos, planos de trabalho anuais, equipes técnicas e mecanismos de gestão. Eles facilitarão as atividades da UMIPI, consolidando uma estrutura permanente de cooperação científica entre os dois países. Eles ampliarão o intercâmbio técnico, fortalecerão políticas de agricultura sustentável e promoverão soluções tecnológicas voltadas para a competitividade e o desenvolvimento regional.
O Brasil e o Uruguai também assinaram um memorando de entendimento para criar o Centro Brasil-Uruguai de Pesquisa e Inovação em Ciências da Vida2. O objetivo é promover a pesquisa conjunta em ciências da vida, fortalecendo os laços bilaterais em áreas de alta tecnologia. O centro visa fortalecer a colaboração científica e tecnológica, focando na biotecnologia e inovação. A criação deste centro destaca a posição do Uruguai como um centro emergente em biotecnologia na América Latina. Este centro faz parte dos esforços contínuos para intensificar a cooperação científica e de pesquisa entre os dois países. A cerimônia reuniu autoridades do Cone Sul e organismos regionais. Também estiveram presentes o presidente do Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA) da Argentina, Nicolás Bronzovich; o diretor do INIA do Chile, Carlos Furche; o presidente do Instituto Paraguayo de Tecnología Agraria (IPTA), Edgar Esteche, e o diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero.
O Brasil, o Uruguai e outros 32 países participaram da BIOSPAIN 2025, em Barcelona3. Foram mais de 2.400 participantes de 1.065 organizações, 140 investidores de 76 entidades de investimento nacionais e internacionais e 250 expositores. Eles participaram do evento de três dias em outubro de 2025. Cerca de 4.500 reuniões foram realizadas na Fira de Barcelona. De 7 a 9 de outubro, a Fira de Barcelona se tornou o epicentro da biotecnologia global. Lá, com a ajuda da Uruguay XXI, startups reconhecidas internacionalmente, instituições pioneiras e aceleradoras de inovação refletiram a vitalidade de um ecossistema em rápida expansão. Essa presença responde a uma estratégia nacional de inserção em cadeias de valor globais, que busca promover investimentos, inovação e alianças estratégicas a partir de um ambiente confiável e competitivo.
Entre os participantes de destaque estava a Guska, uma startup fundada em 2024 pelos virologistas Gonzalo Moratorio e Pilar Moreno. Eles foram reconhecidos como líderes científicos durante a pandemia da COVID-19. Estão desenvolvendo uma nova geração de terapias contra o câncer baseadas em vírus oncolíticos que destroem as células tumorais sem danificar as saudáveis. A empresa trabalha com vírus de RNA, que oferecem níveis mais altos de segurança. Eles usam IA desenvolvida em parceria com a empresa uruguaia Marvik. A Guska já garantiu financiamento internacional e foi destaque em programas de inovação em Boston e MassBio, onde seu potencial foi reconhecido por líderes globais do setor. Também estará presente a Cryosmetics, uma startup fundada pela Dra. Vanesa Piattoni. Sua missão é transformar a indústria de cosméticos por meio da inovação em produtos 100% naturais e da modulação do microbioma da pele, um campo de pesquisa de crescente interesse em todo o mundo.
Incubada no Instituto Pasteur de Montevidéu, a empresa está pronta para seu lançamento comercial internacional e a expansão de seu desenvolvimento tecnológico. Este passo estratégico conta com o apoio de uma equipe executiva especializada em áreas-chave: desenvolvimento de mercados, finanças, operações, assuntos regulatórios e profissionais de saúde da pele.
A terceira startup em Barcelona será a Nanogrow Biotech, fundada em 2021 por Nicolás Galmarini e Lucía Vanrell. A empresa desenvolve terapias baseadas em nanoanticorpos capazes de se ligar com alta precisão a vírus, bactérias ou células nocivas, com aplicações tanto na indústria farmacêutica humana quanto veterinária. Recentemente, a Nanogrow venceu a categoria Plataformas de Descoberta de Medicamentos e Terapêuticas no Deep Tech Summit 2025, organizado pela EMERGE Brasil, e também foi reconhecida como a startup mais disruptiva no South Summit Brasil, um dos principais eventos de inovação da América Latina.
Essas conquistas fortalecem seu perfil internacional e destacam o papel do Uruguai como um centro de inovação científica com impacto global. Eles começaram no Instituto Pasteur, em Montevidéu. Estão prontos para a expansão do seu desenvolvimento tecnológico. Este passo estratégico é apoiado por uma equipe executiva especializada em áreas-chave: desenvolvimento de mercado, finanças, operações, assuntos regulatórios e profissionais de saúde da pele.
Outra startup notável em Barcelona foi a Nanogrow Biotech, fundada em 2021 por Nicolás Galmarini e Lucía Vanrell. A empresa desenvolve terapias baseadas em nanoanticorpos capazes de se ligar com alta precisão a vírus, bactérias ou células nocivas. Eles têm aplicações tanto na medicina humana quanto na veterinária. A Nanogrow ganhou recentemente a categoria Plataformas de Descoberta de Medicamentos e Terapêuticas no Deep Tech Summit 2025, organizado pela EMERGE Brasil, e também foi reconhecida como a startup mais disruptiva no South Summit Brasil, um dos principais eventos de inovação da América Latina. Essas conquistas fortalecem seu perfil internacional e destacam o papel do Uruguai como um centro de inovação científica com impacto global.
Além das startups, o Uruguai foi representado por duas instituições estratégicas na construção do ecossistema de biotecnologia. O Parque Científico e Tecnológico Pando, localizado em Canelones, é a primeira iniciativa desse tipo no país. Eles coordenam atividades acadêmicas, de pesquisa e corporativas. Projetos científicos são incubados, serviços tecnológicos são desenvolvidos e conexões com a indústria são promovidas. Sua contribuição tem sido fundamental para o Uruguai consolidar um polo de ciências da vida com capacidade para competir em escala global. O Lab+, um acelerador do Instituto Pasteur em Montevidéu, apoia o crescimento de startups de biotecnologia por meio de mentoria, laboratórios especializados e redes internacionais de pesquisa.
Ele atua como uma ponte entre a excelência científica e o mercado. Transforma projetos científicos em empreendimentos escaláveis e que integram muitos países. A força da biotecnologia no Brasil e no Uruguai baseia-se em um ecossistema maduro e diversificado. Esses países abrigam muitas empresas internacionais que operam como centros regionais de fabricação, comércio e serviços de apoio, além de atraírem cada vez mais empresas de diagnóstico e organizações de pesquisa contratadas, como a brasileira DASA e a chinesa BGI.
O Brasil e o Uruguai estão fortalecendo a colaboração científica entre os dois países. O objetivo é promover a ciência, a tecnologia e a inovação como motores do desenvolvimento. O foco está nas ciências da vida e áreas relacionadas que podem fornecer soluções com impacto social e na saúde. O Uruguai se estabeleceu como um centro de inovação, atraindo investimentos em ciências da vida, enquanto o Brasil está fortalecendo sua infraestrutura de pesquisa aplicada. Esta parceria bilateral, anunciada em janeiro de 2026, reafirma a importância da cooperação regional para superar desafios comuns de saúde e desenvolvimento.
O Brasil e o Uruguai estão aprofundando ativamente a colaboração em ciência e tecnologia por meio de iniciativas como o Memorando de Entendimento entre a Uruguay XXI e a InvestRío. Essa parceria, frequentemente apresentada em eventos como o South Summit Brasil, promove pesquisas conjuntas e fortalece o papel do Uruguai como um centro de inovação na região. Os principais desenvolvimentos neste espaço bilateral focado em inovação incluem laços e colaboração tecnológica. Uruguay XXI e a InvestRío assinaram um acordo para criar oportunidades de investimento recíprocas para empresas no Uruguai e no Rio de Janeiro. O Uruguai está fortalecendo seu papel como fornecedor de produtos médicos à base de cannabis para o Brasil, com várias empresas participando das principais feiras brasileiras de cannabis e trabalhando no alinhamento regulatório.
O Brasil e o Uruguai também estão colaborando em treinamento acadêmico e especializado. Isso inclui treinamento intensivo e especializado, como o curso de microscopia eletrônica de partícula única. Ele reuniu pesquisadores do Brasil, Uruguai, Argentina e Chile para trabalhar em biologia estrutural para o desenvolvimento de medicamentos e vacinas. O Sacco System, um grupo de biotecnologia, expandiu-se recentemente na América do Sul ao adquirir uma empresa uruguaia (BioInsumos) e integrá-la à sua subsidiária brasileira existente, criando uma presença regional unificada. Essa estrutura colaborativa é fortalecida pela proximidade, alinhamento cultural e objetivos econômicos compartilhados, com o Uruguai frequentemente atuando como um parceiro fundamental para o Brasil no desenvolvimento científico e na integração regional.
Assim, os povos de língua espanhola e portuguesa estão construindo pontes e derrubando barreiras. Após 25 anos de negociações, o Mercosul e a UE assinaram um acordo de livre comércio.
Notas
1 Bov.br Ministério da Agricultura e Pecuária. Brasil e Uruguai avançam na cooperação científica com criação da Unidade Mista de Pesquisa e Inovação entre Embrapa e INIA. 4 Dezember, 2025. Brasil e Uruguai avançam na cooperação científica com criação da Unidade Mista de Pesquisa e Inovação entre Embrapa e INIA — Ministério da Agricultura e Pecuária.
2 UY Press. Brasil y Uruguay crearán Centro de Investigación e Innovación en Ciencias de la Vida, 23 de enero 2026. Brasil y Uruguay crearán Centro de Investigación e Innovación en Ciencias de la Vida.
3 Uruguay XXI. O Uruguai se projeta na BIOSPAIN 2025 como um centro biotecnológico na América Latina. O Uruguai se projeta na BIOSPAIN 2025 como um centro biotecnológico na América Latina - Notícias.















