O artista sonoro carioca Siri apresenta sua exposição individual ‘OROBORO’ a partir do dia 11 de agosto de 2015 (terça-¬feira), 15h às 22h, na Galeria Mezanino, em Pinheiros, em São Paulo. A mostra, que fica em cartaz até o dia 12 de setembro de 2015, passou, no primeiro semestre, pelo Espaço Movimento Contemporâneo Brasileiro (EMCB), no Rio de Janeiro.
Neste segundo semestre, também acontece o lançamento de seu quarto álbum experimental “Je ma pele Siri”, desenvolvido durante sua residência artística na Cité International des Artes, em Paris.
Como o nome/título sugere, o simbolismo da serpente comendo sua própria cauda, presente milenarmente em diversas culturas remete ao renascimento, o novo. A partir daí, esse ato mágico de devorar-se e cuspir-se, seu trabalho não disassocia mais a “arte da vida” e nem a “música das artes visuais”. Suas obras ganham estruturas e formas em vídeos, fotografias, esculturas e principalmente na materialização da sua música, rompendo uma evolução musical do abstrato para o concreto, emergindo em um outro nível de existência representado pelo círculo do ‘OROBORO’.
Oriundo da música, onde começou em 1996 - já tocou com grandes nomes da musica brasileira como Sivuca, Hermeto Pascoal e Fernanda Abreu, entre outros, o artista veio expandindo nos últimos anos para a carreira visual. Já realizou exposições e performances no Brasil e no exterior, como no museu Victoria and Albert Museum, em Londres; NBK Gallery, em Berlim e Portikus, em Frankfurt, ambas na Alemanha.
Ricardo Siri nasceu em 1971, no Rio de Janeiro (RJ). Vive e trabalha no Rio de Janeiro (RJ). Percussionista por formação, em 1999/2000, graduou-se como baterista pela Los Angeles Music Academy, nos Estados Unidos, e aprofundou seus estudos de percussão indiana e africana na Sangeet World Music School (Pasadena/CA).
Em carreira solo desde 2004, lançou 3 CDs autorais e ganhou o Prêmio da Música Brasileira, em 2010. A partir de 2007, adentrou no universo das artes plásticas sem abandonar elementos constitutivos de sua experiência musical.
A exposição ‘Distorções’ (Casa França Brasil, RJ, 2011) por exemplo, é uma instalação sonora composta por diversas esculturas que podem ser reorganizadas e substituídas por outras peças em um processo análogo à dinâmica de alternância de membros em uma orquestra. Apresentou um carro Fusca como instrumento tocando sua lataria e motor, em outras instalações/performances, Siri substitui a pele de tambores e o som de instrumentos de sopro como tubas e trompetes condenados pela idade, por alto-falantes. A partir daí, em um processo que propõe ressuscitar os instrumentos, o artista faz composições únicas para cada peça, criando assim, uma base sonora para suas performances.
Foi selecionado para os projetos Rumos Itaú Cultural 2005/2006 e Programa Petrobrás Cultural 2007/2008. Participou do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – FILE (São Paulo, SP/2007), VERBO – Galeria Vermelho (São Paulo, SP/ 2007), XVII Bienal de Música Contemporânea (RJ). Apresentou seu trabalho na Portikus (Frankfurt, em 2013), NBK-Gallery (Berlim, em 2013), V22 e Victoria and Albert Museum (ambas em Londres, em 2012), Centro Cultural Helio Oiticica (Rio de Janeiro, RJ / 2012), entre outros.
Realizou residências artísticas no Battersea Art Center (BAC), parte do projeto Olímpico - Rio London Ocupation (Londres, GB / 2012) e Cité International des Arts (Paris, FR / 2013).









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