Conhecer a Navegante foi um momento para eu me lembrar de que a criação de algo novo, diferente, pode mesmo estar em qualquer lugar.
Com o advento das redes sociais e a disseminação do telefone celular, todos, todos, incluindo artistas autodidatas de lugares distantes e menos povoados, produzem, recebem e distribuem um volume imenso de informações. Isso, pensei eu, diminui a possibilidade de encontrar, ainda, a pureza, a originalidade e a beleza espontânea.
Ao conhecer a Navegante, levada pelo Pedro, galerista cearense, minha fé foi renovada! Indígena nascida no Ceará, a artista criou arte usando pigmentos naturais extraídos dos orifícios de uma matéria que os ciés, pequenos crustáceos, deixam na sua passagem.
Não vou contar mais. Vou convidá-los a ver a primeira exposição de Navegante Tremembé em São Paulo e a encantar-se com seu trabalho, assim como eu me encantei.
(Texto por Vilma Eid)













