Conhecer a Navegante foi um momento para eu me lembrar de que a criação de algo novo, diferente, pode mesmo estar em qualquer lugar.
Com o advento das redes sociais e a disseminação do telefone celular, todos, todos, incluindo artistas autodidatas de lugares distantes e menos povoados, produzem, recebem e distribuem um volume imenso de informações. Isso, pensei eu, diminui a possibilidade de encontrar, ainda, a pureza, a originalidade e a beleza espontânea.
Ao conhecer a Navegante, levada pelo Pedro, galerista cearense, minha fé foi renovada! Indígena nascida no Ceará, a artista criou arte usando pigmentos naturais extraídos dos orifícios de uma matéria que os ciés, pequenos crustáceos, deixam na sua passagem.
Não vou contar mais. Vou convidá-los a ver a primeira exposição de Navegante Tremembé em São Paulo e a encantar-se com seu trabalho, assim como eu me encantei.
(Texto por Vilma Eid)









![Carolina Caycedo, Territory [Território] (detalhe), 2013. Cortesia da MASP](/attachments/3c51749ceba28e56fe1947686e29871f5dd10b6c/store/fill/330/330/4ee02f0a668f6028ea07d5f8247f011141f42a9c6b726473a22c3b1d5731/Carolina-Caycedo-Territory-Territorio-detalhe-2013-Cortesia-da-MASP.jpg)


