Como se configura o espaço público no digital?
Pulse space inaugura em abril na Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica de Silves.
Pulse space, exposição individual de Carlos Miguel Gonçalves, inaugura a 18 de abril de 2026, às 15h45, na Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica de Silves (Portugal), onde permanecerá patente ao público até 22 de maio de 2026.
Desenvolvida no âmbito de uma investigação de doutoramento em Belas-Artes (Arte Multimédia), na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a exposição propõe uma reflexão sobre o espaço enquanto construção cultural, técnica e simbólica, deslocando a sua compreensão do domínio da representação para o da produção.
O projeto inscreve-se numa epistemologia da estrutura, operando uma inversão do seu estatuto tradicional enquanto suporte invisível da experiência. Ao tornar a estrutura perceptível, a exposição desloca-a do domínio implícito para o da experiência direta, constituindo-a, assim, como objeto perceptivo.
Neste contexto, o espaço não é representado, mas ativado enquanto campo de relações, repetições e intensidades. Através de dispositivos visuais que articulam linha, densidade e pulsação, Pulse space torna perceptível uma espacialidade que, sendo operativa, permanece frequentemente invisível.
Esta reconfiguração crítica do espaço público convoca um corpo não orgânico, cuja dinâmica não é determinada por uma lógica biológica, mas por fluxos e intensidades. A pulsação que atravessa o espaço não remete para o sangue, mas para o desejo enquanto força de organização e transformação da experiência.
Apresentada em Silves, cidade marcada por uma forte memória luso-árabe, a exposição estabelece um diálogo entre investigação artística contemporânea e consciência histórica do espaço.








