Sou uma mulher movida, em especial, pela curiosidade: ela ocupa esse lugar que me faz querer entender o mundo e as pessoas em todos os seus mínimos detalhes. Desde pequena, gosto de observar, de perguntar, de ouvir histórias. Foi assim que descobri na linguagem o meu ponto de partida e de chegada. Me formei em Letras, na Unicamp, porque sempre acreditei que as palavras são pontes: entre culturas, sentimentos e formas de ver a vida. E mais importante que isso: as palavras são responsáveis por conectar pessoas e traduzir experiências para conteúdos compartilháveis.
Escrever, pra mim, é também uma forma de viajar. Às vezes, literalmente (estou sempre à disposição com a mala pronta e com passaporte na mão!), mas também é uma viagem interior. Cada texto nasce do desejo de descobrir algo novo, de experimentar, de traduzir o que o olhar capta e o coração sente. Viajar é minha forma preferida de aprender, e cada destino me ensina uma linguagem diferente, e não estou falando somente sobre palavras, mas de gestos, sabores, sons e cheiros.
Sou curiosa, comunicativa e cheia de vontade de viver! Gosto de conhecer gente, de conversas longas, de risadas espontâneas e de momentos simples. Gosto de me jogar em experiências novas, de mudar o caminho, de me surpreender. Mas não se engane: ao mesmo tempo, valorizo (muito) o meu tempo sozinha, o silêncio e o intervalo entre as coisas, porque é nele que as ideias florescem. É justamente nesse equilíbrio, entre o movimento e a pausa, que encontro inspiração e que entendo e planejo qual será a próxima aventura.
Sou de São Paulo, Brasil, porém levo no coração a inquietação de quem quer sempre ver o que há além de limites municipais, estaduais e até federais. Sou do mundo! Meu olhar está sempre em busca de beleza, mesmo nas coisas pequenas: uma esquina qualquer, o café da manhã num lugar novo, o pôr do sol que insiste em se repetir e nunca é igual. Gosto de observar o mundo e tentar capturar em palavras o que, muitas vezes, só o sentimento entende.
A literatura me acompanha como uma amiga antiga, afinal foi nela e com ela que comecei a desenvolver sonhos e também meu senso crítico. Ela me ensina a olhar com mais calma, com mais empatia, com mais profundidade. Entender linguagens e aprender idiomas se tornou uma extensão natural disso: é como abrir janelas para novas formas de pensar, de sentir e de se expressar. Em cada língua, encontro uma versão diferente de mim mesma.
Escrevo porque acredito que as palavras têm o poder de conectar, de fazer com que alguém, em algum canto do mundo, se reconheça no que leu e sinta-se parte do mundo, como sujeito protagonista. Meu universo é feito de textos sobre o cotidiano, as viagens, o bem-estar, o tempo e as pequenas aventuras da vida. Confesso, no entanto, que gosto de misturar temas, atravessar fronteiras e ver no que dá esse turbilhão de pensamentos no final — motivo pelo qual também adoro escrever crônicas, esse gênero que resvala de tema em tema e pode terminar da forma mais imprevisível!
No fim das contas, escrevo sobre o que me move: o encantamento, a busca por sentido, o prazer de estar viva. Cada experiência, cada conversa, cada paisagem é um convite para observar e sentir mais. E é isso que quero dividir com quem lê, até porque não busco respostas prontas, mas olhares, sensações, caminhos.
Acredito que a escrita é uma forma de viver com mais intensidade. E é assim que sigo: viajando, aprendendo, me permitindo, traduzindo o mundo em palavras — uma descoberta de cada vez.
