
Bruna Miranda é paraense, natural da Cidade das Mangueiras (Belém – PA), mas com um forte sentimento de pertencimento com a Região Nordeste do Brasil. Logo, declara-se: nortista-nordestina. Apesar dessa identificação, lar para ela é um conceito que se amplifica ao longo dos anos e algo independente de lugar físico. Reflexo das muitas mudanças de cidade ao longo da vida. Até o momento, já morou em 11 cidades.
E esse não é um fato irrelevante. Na verdade, ele se estende na personalidade dela e se manifesta através da valorização de viagens, educação, filosofia e experiências multiculturais. Morar em várias cidades é uma forma de realizar o seu crescimento pessoal, emocional e espiritual. Seja qual for a motivação para isso: estudo, trabalho ou família.
Não por acaso, traz como filosofia de vida uma poesia autoral que diz: “A coragem nos alcança em movimento”. Originalmente, a inspiração para a criação dela foi a dança (em específico a dança do ventre). Mas, assim como a vida, ela também é mutável e aquiri novos significados, não só para quem a ler, mas até para mim mesma (a criadora dela), de acordo com as minhas novas experiências.
Sou graduada em Nutrição, com Pós-graduação em Nutrição Clínica e Saúde da Mulher, atuo com produtos digitais educacionais, revisão de textos e criação de conteúdo. A alimentação sempre foi algo que despertou muito encanto e curiosidade para mim, em todas as suas vertentes, desde a produção dos alimentos até a utilização deles pelo corpo humano. Inclusive, já cursei aquicultura e engenharia agronômica. E enxergo muito valor na interdisciplinaridade dessas áreas e como elas são fortalecidas quando dialogam entre si.
Meus planos futuros para a Nutrição envolvem o universo feminino, principalmente a área da saúde da mulher. O corpo humano é capaz de realizar coisas fantásticas, as quais podem ser melhoradas e otimizadas atendendo-se as demandas nutricionais específicas de cada indivíduo. Meu objetivo também, é unir a minha formação com o meu hobby de paixão: a escrita. Ainda não tenho total clareza de como isso irá de desenrolar, mas tenho a convicção de que ele irá se materializar.
A escrita sempre foi um hábito muito presente na minha vida. Arriscaria dizer que é algo inerente à minha personalidade e identidade. A prática de escrever em cadernos está comigo desde cedo e talvez tenha sido influenciada pela frequência de mudanças de cidades ao longo da vida. Sempre transitei entre cidades e grupos de amigos em uma periodicidade muito maior do que a dos que conviviam comigo. Era como se os meus cadernos fossem amigos que estavam sempre comigo. Mas isso, eu só interpretei anos depois. Na época, era algo muito intuitivo.
Iniciei com diários pessoais, nos quais eu realizava inúmeros registros, buscava manter uma cronologia e datá-los corretamente. Depois mesclava com pequenos textos, poesias, músicas, reflexões e personalizei diversos cadernos em várias categorias. Ao longo dos anos, me desfiz de vários, pois ficou inviável carregá-los nas diversas mudanças de casa que eu fiz.
A minha escrita sempre foi espontânea sem um estilo e formato definidos. Já cheguei a ter blogs mas abandonei eles no meio do caminho. Recentemente, decidi não guardar os meus textos somente para mim e sim, compartilhar o meu hobby com um público maior. Simplesmente senti esse chamado. Não sei onde ele irá me levar, mas algo me diz que será grandioso e gratificante.
Nos últimos meses, participei de seleções e concursos literários. Escrevi contos, poesias e um livro infantil. Atualmente eu contribuo com textos autorais para uma Newsletter de bem-estar e autoconhecimento feminino da qual eu sou assinante. Fui semifinalista do Prêmio LOBA 2025, iniciativa nacional dedicada a reconhecer e fortalecer a escrita feminina brasileira. O prêmio integra o LOBA Festival Literário, realizado pela LOBA Produções, produtora cultural e audiovisual especializada em narrativas com perspectiva feminina e projetos de impacto social. Fui selecionada na categoria Literatura Infantil – Obra Não Publicada com a obra “Yaci, a Deusa da Lua: Emoções da Lua Nova e Lua Cheia”, assinada sob o pseudônimo Yaci Bruna. O reconhecimento reforça minha atuação na criação de conteúdos educativos e no desenvolvimento de materiais autorais voltados ao público infantil.
Vejo na Revista Meer, uma oportunidade de colocar em prática essa paixão de forma mais consistente, explorando novas pautas e me conectando com um público maior.
