A Zipper Galeria inaugurou no dia 23 de julho, a exposição Gesto paramétrico, nova individual da artista Rizza, com curadoria de Marc Pottier. A mostra reúne obras que dão continuidade à sua pesquisa em torno da manipulação de fenômenos ópticos, articulando arte, ciência e tecnologia.
Artista autodidata, Rizza apresenta seu trabalho como uma prática artística que gira em torno da manipulação de fenômenos ópticos capazes de criar interações visuais e espaciais. As obras apresentadas em sua nova individual, Gesto paramétrico, dão continuidade a uma investigação que articula arte, ciência e tecnologia, agora com um foco mais direcionado à modelagem paramétrica. Nesta fase em que Rizza vem desenvolvendo obras tridimensionais, a matemática torna-se linguagem visual, convertendo variáveis numéricas em esculturas. Orientada pelo uso de algoritmos, equações e dados físicos, a artista apresenta as séries Bézier, Gauss e Momentum.
As esculturas tridimensionais surgem da combinação entre intuição e lógica, em uma dinâmica de ação e reação, na qual parâmetros orientam o desenvolvimento das formas, ou seja, por variáveis numéricas que definem características como dimensão, proporção, curvatura, densidade, ângulo e posição. Em vez de desenhar uma forma de maneira fixa e manual, o processo consiste em estabelecer regras matemáticas e relações lógicas que determinam como essa forma se comporta, se organiza e se transforma no espaço.
Cada versão da escultura revela novas possibilidades formais. Sua elaboração escultórica é um ato puro, uma decisão, um risco onde nunca se experimenta o conforto de uma fórmula definitiva. A experimentação sempre foi fundamental no fluxo de trabalho da artista, permitindo um aprofundamento constante da pesquisa e o aperfeiçoamento do resultado. Esse processo repetitivo cria um diálogo contínuo entre o planejado e o descoberto. Rizza é uma escultora que não esculpe a massa de materiais para dar-lhes forma, mas sim reúne e combina fórmulas matemáticas para obter um objeto construído.
A exposição apresenta referências como sequências recursivas, dinâmica dos fluidos e curvas de Bézier que permitem a construção de superfícies contínuas e precisas, nas quais a forma é definida pela relação entre pontos de controle. Gesto paramétrico é um jogo entre complexidade e simplicidade suprema. A artista acredita que as obras que compõem a exposição se comportam como um sistema aberto, onde a escultura deixa de ser um objeto estático para se tornar um campo de forças — físicas, ópticas e matemáticas.
(Texto de Marc Pottier)









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