A intuição toma a frente da racionalidade discursiva na segunda exposição individual de Ricardo van Steen na Zipper Galeria, aberta a partir do dia 21 de novembro. Em “Escapes”, o artista se distancia do contexto de polarizações e busca guarida em ambientes onde mantém intensas relações afetivas. Com curadoria de Daniela Bousso, a exposição reúne oito aquarelas em grande formato, nas quais o virtuosismo técnico e o diálogo entre os movimentos artísticos figuram como características centrais.
Os trabalhos em “Escapes” se referem a dois lugares rotineiramente frequentados pelo artista: os espaços de arte (especialmente museus) e os da natureza. No caso dos museus, as obras se originam de registros fotográficos realizados pelo artista e se realizam em situações arquitetônicas configuradas pelo artista. Já as aquarelas de paisagens são produzidas em expedições de Ricardo van Steen ao ambiente natural, em uma relação entre esforço físico e observação que impregnam o resultado.
“Quando toma um fôlego, uma distância dos procedimentos maquinais do fazer artístico, Ricardo van Steen oferece uma alternativa à atualidade global e assume uma atitude que afasta os contágios que provém de matrizes moldadas em padrões homogêneos. Ao atuar na construção de um micro-espaço dentro do sistema das artes, o artista escapa do lugar-comum com uma pausa no tempo e com um aguçar perceptivo; ele cria uma série de escapes ou lugares de fuga como forma de reinserir uma camada idílica no mundo e quem sabe, reordená-lo”, escreve a curadora Daniela Bousso, que assina o texto crítico sobre a série.














![Colectivo Acciones de Arte, No+ [Não mais] (detalhe), 1983. Cortesia da MASP](/attachments/dc40768cdeeb3efde6f401458c89b480eccc9b3b/store/fill/330/330/78e1c0c0e74593dec16749d28f958badc81211c6cbebdeb8b40e4dd2be4a/Colectivo-Acciones-de-Arte-No-plus-Nao-mais-detalhe-1983-Cortesia-da-MASP.jpg)

