Entra ano e sai ano, mas a moda sempre continua cíclica com suas fases diferentes para cada momento considerando a política, economia e até a tecnologia. O ano de 2016 foi um ano marcante quando olhamos a retrospectiva das notícias, no mundo pop ainda mais intenso. A referência a 2016 começou nas redes como uma brincadeira de relembrar com fotos como as pessoas estavam naquele ano, uma forma de compartilhar como cada um estava há uma década atrás e começou a se estender com o que era tendência em relação à beleza e moda. A década passada tem sim momentos que valem a pena ser vistos como referência de estilo e inclusive do que era febre para as pessoas mais antenadas nesse meio.
Um dos grandes ícones nas redes e em estilo com certeza foi a Selena Gomez, que foi com certeza a maior it girl desse ano, não apenas ditando moda e tendências, mas estampando campanhas de diversas marcas e com o sucesso de um dos seus álbuns e a tour Revival, que é a mais famosa de sua carreira além de ser a pessoa mais seguida do Instagram nessa época e a primeira a atingir 100 milhões de seguidores.
A diva estava mesmo por todo lado e estampou o seu belo rosto com diversas campanhas milionárias de marcas como Coca Cola e a Coach (que é uma das casas de bolsas e acessórios mais respeitadas de Nova York), além de ter looks marcantes nos tapetes vermelhos que pisou ou até mesmo no seu dia a dia combinados a uma beleza marcante.
Além da nossa queridinha do pop, a moda também teve momentos marcantes na área das tendências. A febre da logomania com certeza teve seu pico nos meados desse ano, com diversas marcas estampando a sua logomarca de diversas formas e até mesmo formatos, algumas faziam referência a uma logomarca clássica antiga trazendo um ar vintage à peça. Sem falar que essa pira pelos logos chegou nas bolsas, sapatos e virou até uma estampa que repetia ao longo da peça do início ao fim.
Essa é uma daquelas referências que divide opinião, principalmente depois da onda que foi o luxo silencioso, então eu acredito que usar essa tendência hoje pode te levar para um lado datado se não tiver cuidado. Opte por opções com uma cara mais vintage e tente equilibrar com outras peças sem logos.
Uma outra tendência que pode ser ressuscitada são as jaquetas tipo bomber, essas foram inspiradas inicialmente num movimento de trazer peças do utilitarismo/militar para o cotidiano. Apesar da referência militar essas chegaram na moda mais delicadas, com estampas divertidas, aplicações e tecidos mais leves como a seda (que era um dos materiais mais queridinhos para esse tipo de peça).
Esse estilo de jaqueta ainda pode ser encontrado por aí nas lojas, já que acabou virando um clássico, hoje com materiais menos brilhantes e com cortes diferenciados e modelagem oversized/baggy. Essa deve ser uma das opções mais fáceis de se encontrar no seu armário, já que foi uma febre que durou muito e ainda é atual para se ter pela praticidade da peça.
O lado dos acessórios também teve seu destaque que foram os chokers, fosse uma premiação grande com celebridades ou festivais considerados dos mais exclusivos como o Coachella, esse tipo de colar fez sua presença ser percebida por todos. As gargantilhas são um acessório emblemático que pode ser observado nos mais antigos relatos, retratos ou pinturas da nossa história que datam de mais de 100 anos, como por exemplo a sua emblemática presença na era vitoriana, é um acessório mais do que clássico que foi repaginado ao longo dos séculos.
Esse deve ser bem posicionado no pescoço e ajustado para criar essa linha entre o rosto e o colo, essa gargantilha podia ser não apenas de materiais metálicos ou pedrarias, mas também podia ser uma fita de veludo bem fina ou seda dando um toque delicado. Já nos pingentes, esses podiam ser dos mais glamourosos com pedras ou com formatos mais divertidos como uma estrelinha.
Então no fim das contas ressuscitar 2016 não seria uma ideia ruim, principalmente levando em conta que foi um ano com muita personalidade própria e momentos emblemáticos em diversas áreas além das passarelas. Mas não podemos nos prender ao passado, repaginar o que já foi visto é a melhor forma de se manter autêntico ou até mesmo fiel ao seu estilo pessoal, sendo assim, evite focar na década passada e esquecer o que podemos ter de novo hoje.
Além disso, referências podem ser usadas de diversos anos ou momentos diferentes atuais ou da história passada, pode ser inclusive sobre uma inspiração de uma das tendências mencionadas acima com um olhar diferente. Seja criativo e faça escolhas ousadas já que 2026 promete ser um ano com muita personalidade!















